O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, denunciou as recentes sanções impostas pelos Estados Unidos, afirmando que elas dificultam a prestação de serviços básicos à população cubana. As declarações foram feitas após o governo americano anunciar novas restrições direcionadas a autoridades e entidades da ilha.
Sanções e seus impactos
Rodríguez afirmou que as sanções obstruem a importação de alimentos, medicamentos e equipamentos médicos, especialmente adquiridos por micro, pequenas e médias empresas cubanas. Ele classificou a política dos EUA como uma “obsessão fracassada” e atribuiu a Marco Rubio, secretário de Estado americano, a intenção de impedir que o governo cubano garanta serviços essenciais.
Medidas recentes
Na última quinta-feira, os Estados Unidos impuseram sanções a três autoridades cubanas e nove entidades estatais, afetando setores como mineração, comércio exterior e metalurgia. O Ministério da Construção também foi incluído nas novas medidas, que fazem parte da estratégia de Washington para pressionar por mudanças políticas e econômicas em Cuba.
Contexto econômico e demográfico
A crise econômica em Cuba se agrava com o embargo petrolífero iniciado em janeiro e novas sanções secundárias desde maio. Além disso, o país enfrenta um preocupante declínio populacional. Em 2025, Cuba registrou 136.214 mortes, mais que o dobro dos 68.064 nascimentos. A população com 60 anos ou mais já representa 26,7% do total, enquanto a taxa de fecundidade se manteve em 1,29 filho por mulher, o menor nível desde 1958.
Desafios demográficos em Havana
A capital, Havana, apresenta a maior taxa de redução populacional do país. No município de Plaza de la Revolução, 38,2% dos moradores têm 60 anos ou mais. Os dados do Centro de Estudos Populacionais e de Desenvolvimento (CEPDE) indicam que, ao final de 2025, a população efetiva de Cuba era de 9.434.593 habitantes, com 74,7% vivendo em áreas urbanas.
As sanções dos EUA e a crise interna continuam a impactar a vida dos cubanos, levantando preocupações sobre o futuro do país.
Fonte: noticiasaominuto.com.br