O vírus do sarampo voltou a circular em três cidades do estado de São Paulo: a capital, Guarulhos e São Bernardo do Campo. O aumento considerável de casos, especialmente entre pacientes sem histórico de vacinação ou com esquema vacinal incompleto, tem gerado preocupação. O Ministério da Saúde alerta que o surto ocorre em uma área de intensa mobilidade populacional, favorecendo a introdução do vírus.
Embora o Brasil tenha recuperado recentemente a certificação de eliminação do sarampo, isso não significa que a doença deixou de existir. O vírus é altamente transmissível e pode ser transmitido pelo ar, permanecendo viável no ambiente por até duas horas. Um único indivíduo infectado pode transmitir o sarampo para até 90% das pessoas próximas que não estejam imunes.
Riscos e sintomas do sarampo
Os primeiros sinais da doença costumam aparecer de uma a duas semanas após a exposição e incluem febre alta, mal-estar, tosse, coriza e conjuntivite. As manchas avermelhadas surgem geralmente no rosto e se espalham pelo corpo. Diante da suspeita, é fundamental procurar atendimento médico, usar máscara e evitar contato com outras pessoas.
Quem deve se vacinar?
O Ministério da Saúde ampliou a recomendação de vacinação para todas as pessoas entre 6 meses e 59 anos nas cidades afetadas, independentemente da situação vacinal. Para bebês de 6 a 11 meses, a dose zero é oferecida, sem substituir as doses de rotina previstas no calendário vacinal. A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde.
Imunidade e reações adversas
A vacina contra o sarampo é considerada altamente eficaz, com proteção duradoura após duas doses. Mesmo quem já recebeu duas doses deve se vacinar novamente no atual contexto epidemiológico. As reações adversas mais comuns incluem dor no local da aplicação, febre baixa e mal-estar, geralmente leves e passageiras.
Orientações em caso de contato com infectados
Caso uma pessoa tenha contato com alguém com sarampo, é essencial verificar a comprovação de vacinação. A vacina pode ser administrada até 72 horas após a exposição para reduzir o risco de infecção. Os sintomas devem ser monitorados por até 21 dias após a exposição.
O cenário atual exige atenção redobrada e a vacinação é a melhor forma de proteção contra o sarampo. Para mais informações, consulte o serviço de saúde local.
Fonte: portalclubenews.com