Um e-mail interno enviado pelo secretário-geral da Fifa, Mattias Grafström, revelou um clima de tensão na entidade após o abandono do projeto Fifa Forward Enterprise (FFE). A mensagem, divulgada pela emissora britânica Sky News, destaca a instabilidade política e a crescente pressão sobre o presidente Gianni Infantino, que está no cargo desde fevereiro de 2016.
Abandono do projeto FFE e suas consequências
No e-mail, Grafström descreve os eventos recentes como “reprováveis e tristes”, confirmando que a proposta da FFE foi abandonada definitivamente. O projeto visava criar uma subsidiária para concentrar as operações comerciais da Fifa, incluindo a Copa do Mundo. “Todos fomos colocados no meio de uma confusão que é difícil de compreender e aceitar”, afirmou o secretário-geral.
Apelo à união e foco na missão
Grafström pediu aos funcionários que mantivessem o foco nas atividades da Fifa e no atendimento às 211 federações nacionais. Ele garantiu que os funcionários seriam protegidos das disputas políticas internas e que a missão da Fifa deve continuar, independentemente das instabilidades. “Indivíduos e momentos instáveis vêm e vão. A instituição, sua missão e sua responsabilidade com o futebol permanecem”, declarou.
Aumento da pressão sobre Infantino
A divulgação do e-mail intensifica a pressão sobre Infantino, especialmente após a rejeição do projeto FFE por entidades como a Uefa e a Concacaf, que representam mais da metade dos votos da Fifa. A resistência ao projeto levanta dúvidas sobre o apoio à permanência de Infantino na presidência, com a eleição marcada para 18 de março de 2027.
Reações e apoio à candidatura de Infantino
Antes da crise, Infantino contava com mais de 200 cartas de apoio, mas a sucessão de controvérsias diminuiu as chances de uma candidatura única. Federações como País de Gales, Inglaterra, Suécia e Sérvia já manifestaram apoio à sua recondução, enquanto outras entidades podem se posicionar nos próximos dias.
Contatos e tentativas de recuperação de apoio
Segundo o jornal New York Post, Infantino tentou contatar Donald Trump, acreditando que a influência do presidente dos EUA poderia ajudar a recuperar votos. No entanto, as tentativas não avançaram, e uma reunião com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, foi cancelada repentinamente.
Funcionários e dirigentes criticam a condução de Infantino, apontando a criação da FFE como o estopim da crise. A situação atual levanta incertezas sobre o futuro da liderança na Fifa.
Fonte: noticiasaominuto.com.br