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Justiça decreta prisão preventiva de dono do DF Group e mais oito investigados

Justiça do Piauí decreta prisão preventiva de Douglas Fonseca e mais oito investigados por estelionato.
Justiça decreta prisão preventiva de dono do DF Group e mais oito investigados

A Justiça do Piauí decidiu, nesta sexta-feira (17), converter a prisão temporária de Douglas Fonseca Araújo, proprietário da DF Group, em prisão preventiva. A medida foi adotada após a defesa do empresário informar que havia protocolado um pedido de habeas corpus.

Inicialmente, os advogados de Douglas afirmaram que ele seria liberado, mas a nova decisão judicial mantém o empresário sob custódia. A informação foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), que também revelou que o grupo é investigado por estelionato qualificado, associação criminosa e lavagem de capitais.

Além de Douglas, a Justiça decretou a prisão preventiva de outro investigado que permanece foragido. Com isso, seguem presos, além de Douglas Fonseca, Ícaro Teixeira de Sousa, Lucas Soares Coutinho, Eduardo Lima de Sousa, Milena Alves Torres, Viviane Alves da Silva, Caio Guilherme Campelo, Caio Fonseca Araújo e Jaquenilson Alvino de Sousa Abreu. A prisão de Tharsio Moura Soares de Gusmão também foi decretada, mas ele ainda não foi localizado.

Medidas cautelares diversas da prisão foram determinadas para Janda Maira de Sousa Silva e Vitória Gabriely Conceição Fonseca Araújo, conforme o Código de Processo Penal. As investigações prosseguem para elucidar todos os fatos, identificar outros envolvidos e garantir a responsabilização dos autores.

Defesa e alegações

A defesa do grupo DF Trader divulgou uma nota na quarta-feira (15), alegando que o bloqueio de contas e ativos financeiros, assim como a suspensão das atividades da empresa, têm dificultado a reorganização operacional e o pagamento a investidores que aguardam ressarcimento. Segundo os advogados, a empresa está impossibilitada de movimentar recursos devido às medidas cautelares impostas pela Justiça durante as investigações.

Além do bloqueio de bens e contas bancárias, foram determinadas prisões temporárias de investigados e apreensão de documentos e equipamentos da empresa. A defesa considera as prisões desproporcionais e juridicamente questionáveis, afirmando que a legalidade das ações já está sendo discutida no Poder Judiciário.

Orientação da Polícia Civil

A SSP-PI, por meio da Polícia Civil, orienta que pessoas que se consideram vítimas da empresa DF Trader preencham um formulário online disponibilizado pela instituição. O preenchimento é essencial para individualizar cada caso, identificar os prejuízos sofridos e garantir o andamento da investigação.

Após o preenchimento, a vítima deve assinar o documento eletronicamente com a conta Gov.br e enviá-lo conforme as orientações do formulário. As informações serão anexadas ao Inquérito Policial nº 7782/2026, que investiga os fatos relacionados à DF Trader, sob a condução da delegada Marcela Sampaio, da Delegacia de Combate aos Crimes Contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de Consumo (DECCOTERC).

A Polícia Civil também está adotando medidas legais para identificar e preservar o patrimônio dos investigados, visando garantir a efetividade de futuras decisões judiciais. Contudo, o ressarcimento das vítimas não ocorre durante a fase de inquérito policial, dependendo da conclusão das investigações e das decisões judiciais subsequentes.

Fonte: portalclubenews.com

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