O policial civil Daywison Jardel Pereira Frota foi condenado a 16 anos de prisão pelo homicídio qualificado de Adriano da Silva Sousa, ocorrido em abril de 2015, na zona Sudeste de Teresina.
A decisão foi proferida no dia 15 de julho pela 2ª Vara do Tribunal Popular do Júri da Comarca de Teresina, em resposta a uma denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI).
Motivação do crime e perseguição
De acordo com a denúncia, o homicídio foi motivado por vingança. A vítima havia se envolvido em uma discussão e agressão física contra o irmão do acusado, que na época era policial militar da RONE. Após receber informações sobre a localização de Adriano, Daywison o perseguiu e disparou contra ele quando a vítima se aproximava da casa do pai. Após o crime, o policial fugiu.
Julgamento e condenação
No julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu, por maioria de votos, a autoria do crime, a materialidade e a qualificadora de motivo torpe. A juíza Maria Zilnar Coutinho Leal, responsável pela sentença, enfatizou que as circunstâncias desfavoráveis incluíam o fato de o condenado ser membro da segurança pública e ter utilizado informações privilegiadas de policiais para localizar a vítima.
Pena e execução
A pena foi fixada em 16 anos de reclusão, em regime inicial fechado. A magistrada determinou a execução imediata da pena e a expedição de mandado de prisão, reforçando a gravidade do ato cometido por um agente da lei.
Este caso destaca a importância da responsabilidade e ética entre os membros das forças de segurança pública, refletindo a necessidade de um sistema judicial que mantenha a integridade e a confiança da sociedade.
Fonte: portalclubenews.com