Uma gari, identificada como Fabiana, denunciou em suas redes sociais nesta terça-feira (14) que foi impedida de usar o banheiro da Escola Municipal Santa Fé, localizada no bairro Santa Fé, na zona Sul de Teresina. Segundo ela, a negativa foi motivada por discriminação relacionada à sua profissão.
Em um vídeo, Fabiana relatou que estava acompanhada de uma colega quando fez o pedido para utilizar o banheiro. A resposta da direção da escola foi de que elas “não eram dignas” de usar as instalações. “É uma humilhação. A gente vem na Escola Municipal Santa Fé pedir para usar o banheiro, e a diretora não aceitou”, declarou a gari.
Fabiana também comentou sobre as dificuldades que mulheres que trabalham nas ruas enfrentam ao buscar locais para atender necessidades básicas. “Nós, mulheres que trabalhamos na rua, enfrentamos muita dificuldade porque não temos um local. A gente se apoia nas escolas, em casas, em qualquer lugar que possa ajudar”, afirmou.
Após a recusa, Fabiana conseguiu usar o banheiro em uma escola próxima, onde foi bem recebida. Ela enfatizou a importância de seu trabalho e a dignidade da profissão que exerce diariamente na limpeza da cidade.
Nota da Semec sobre o incidente
A Secretaria Municipal de Educação (Semec) se manifestou sobre a situação, esclarecendo que o acesso às dependências das unidades de ensino segue normas internas voltadas à segurança da comunidade escolar, especialmente durante os horários de intervalo. A Semec informou que a diretora da escola não estava presente no momento do ocorrido, pois participava de uma reunião no Centro de Formação da Secretaria.
Após apuração, a Semec constatou que os procedimentos estavam alinhados com a equipe escolar e que os profissionais de limpeza urbana têm acesso normalmente ao banheiro destinado aos servidores, conforme orientação da direção. A Secretaria reafirmou que essa orientação já havia sido repassada ao fiscal responsável pela equipe de limpeza.
A Semec finalizou sua nota reafirmando o compromisso com o respeito e a valorização de todos os servidores públicos.
Essa situação levanta questões importantes sobre o tratamento de trabalhadores em funções essenciais e a necessidade de respeito e dignidade em todos os ambientes, incluindo instituições de ensino.
O caso segue repercutindo nas redes sociais, gerando discussões sobre discriminação e direitos trabalhistas.
Fonte: portalclubenews.com