A defesa de Auricélia de Sousa Rocha anunciou nesta segunda-feira (13) que solicitará à Justiça a soltura da mulher suspeita de tentar levar uma recém-nascida da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina.
Auricélia foi presa após receber alta do Hospital Areolino de Abreu, onde, segundo a defesa, foi diagnosticada com Transtorno Psicótico Agudo Polimorfo, apresentando sintomas esquizofrênicos.
O advogado Tiago Carvalho Moreira, responsável pela defesa, ressaltou que a condição de saúde mental da investigada deve ser considerada no processo. Ele afirmou que Auricélia permaneceu sob observação no hospital e recebeu alta com encaminhamento para acompanhamento psiquiátrico especializado.
Documentos que comprovam o uso de medicação psiquiátrica foram anexados ao processo. A defesa argumenta que Auricélia apresenta comprometimento na compreensão da realidade e dificuldade em entender a gravidade dos fatos que estão sendo investigados.
O advogado também enfatizou que não cabe à defesa fazer conclusões antecipadas sobre a responsabilidade criminal da investigada, que deverá ser avaliada por meio de perícia.
A defesa planeja protocolar um pedido de revogação da prisão preventiva e, caso não seja aceito, poderá recorrer ao Tribunal de Justiça do Piauí com um habeas corpus.
O objetivo, segundo o advogado, não é minimizar a gravidade do caso, mas garantir que os direitos da investigada sejam respeitados e que ela receba o tratamento médico necessário.
Auricélia e sua defesa expressaram confiança nas instituições judiciais, esperando que as decisões sejam tomadas com base nas evidências do processo e na legislação vigente.
Impacto emocional na família da recém-nascida
A mãe da recém-nascida, alvo da tentativa de sequestro, relatou à TV Clube que está emocionalmente abalada após o ocorrido. A família, residente na zona rural de Castelo do Piauí, afirmou que a maternidade não prestou o apoio necessário durante o episódio e que a polícia foi acionada somente após a repercussão do caso.
De acordo com os familiares, Auricélia tentou deixar a unidade com a bebê, mas foi impedida por parentes da criança. A mãe, uma adolescente, só tomou conhecimento da situação ao acordar após o parto.
Denúncias de negligência médica
Além da tentativa de sequestro, a família também denunciou possíveis falhas na assistência médica. Relatos indicam que uma tampa de agulha de anestesia teria sido encontrada no corpo da adolescente após o parto.
Os familiares reclamam que não tiveram acesso às imagens das câmeras de segurança e que não se sentiram acolhidos pela maternidade após o incidente.
Nota da defesa
A defesa de Auricélia de Sousa Rocha divulgou uma nota reafirmando o respeito à família da recém-nascida e aos profissionais envolvidos, mas ressaltou a importância de considerar a saúde mental da investigada. O advogado destacou a necessidade de um tratamento adequado, conforme as evidências médicas apresentadas.
O caso segue sob investigação, e a defesa espera que as decisões judiciais sejam pautadas na legislação e nas provas documentais.
Para mais informações sobre o caso, acompanhe as atualizações.