A investigação sobre a tentativa de sequestro de uma recém-nascida na Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina (PI), ganhou novos contornos. A técnica de enfermagem presa no caso supostamente acreditava estar grávida, mesmo sem gestação em curso. O delegado Hugo Alcântara, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), informou que testemunhas relataram que a suspeita apresentava sinais de uma gravidez e chegou a organizar um chá de fraldas, levando amigos e colegas a crer que esperava um bebê.
No entanto, um exame realizado pela Unidade de Saúde do Trabalho da maternidade indicou a ausência de feto. “Uma enfermeira que testemunhou o caso afirmou que a suspeita organizou um chá de fraldas e tinha uma barriga gestacional, mas o exame revelou que não havia feto”, explicou o delegado. A polícia ainda investiga se a mulher esteve grávida em algum momento ou se enfrentava uma gravidez psicológica.
Defesa alega problemas psicológicos
A defesa da técnica de enfermagem argumenta que ela enfrenta problemas psicológicos decorrentes de abortos anteriores. O advogado Tiago Carvalho Moreira afirmou que a mulher faz acompanhamento psiquiátrico e utiliza medicação controlada devido aos traumas das perdas gestacionais. “Ela acredita que está grávida, mesmo sem confirmação médica”, declarou o advogado.
Detalhes da prisão e investigação
A mulher foi presa preventivamente na quarta-feira (08), após receber alta de uma internação em um hospital psiquiátrico. A Polícia Civil informou que ela será interrogada e passará por audiência de custódia. A investigação revela que a técnica teria tentado retirar a recém-nascida da maternidade dentro de uma bolsa, ação que foi interrompida pela tia da criança, que desconfiou do comportamento da suspeita.
Impacto emocional e repercussão do caso
A mãe da recém-nascida, alvo da tentativa de sequestro, relatou estar com o psicológico “acabado” após o incidente. O caso gerou grande repercussão na comunidade local, levantando questões sobre a saúde mental e a segurança nas maternidades.
A situação segue em investigação, e novas informações podem surgir à medida que os interrogatórios avançam. A população aguarda esclarecimentos sobre os motivos que levaram a técnica a agir de forma tão extrema.
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