A prática de bulking e cutting, métodos que visam ganhar massa muscular e perder peso, respectivamente, tem se tornado cada vez mais popular nas academias. No entanto, a adoção dessas estratégias sem orientação profissional pode acarretar riscos à saúde.
O que são bulking e cutting?
Essas práticas surgiram no contexto do fisiculturismo, dividindo-se em duas fases. O bulking, que significa “volume” em inglês, foca no ganho de massa muscular, permitindo um aumento na ingestão calórica sem preocupação imediata com a gordura. Após essa fase, inicia-se o cutting, que busca preservar a massa magra enquanto reduz o percentual de gordura. A nutricionista esportiva Gabriela Mieko explica que essa estratégia é muitas vezes usada para alcançar uma composição corporal específica rapidamente, especialmente antes de competições.
Princípios e eficácia
No bulking, a ingestão calórica é aumentada para promover a construção muscular, enquanto no cutting ocorre uma redução calórica para queimar gordura. Embora muitos relatem sucesso, a eficácia dessas práticas ainda não é consensual entre os especialistas. Mieko ressalta que a execução deve ser cuidadosa e bem planejada, com acompanhamento profissional.
Quem deve e quem não deve adotar essa estratégia?
Bulking e cutting são recomendados para atletas com experiência e objetivos claros de mudança corporal, como fisiculturistas e lutadores. Para iniciantes, um programa de treino e alimentação equilibrados é mais adequado. Além disso, pessoas com condições de saúde específicas, como diabetes ou transtornos alimentares, devem evitar essas práticas, pois podem agravar problemas existentes.
Adolescentes e riscos associados
A estratégia não é indicada para adolescentes, pois essa fase da vida já favorece o ganho de massa. Além disso, mudanças drásticas na dieta podem impactar negativamente a relação deles com a comida. Os riscos incluem ganho excessivo de gordura durante o bulking e perda de massa muscular no cutting, além de possíveis carências nutricionais devido à falta de micronutrientes.
Cuidados e acompanhamento profissional
Antes de iniciar qualquer uma dessas práticas, é essencial consultar um nutricionista. Esse profissional pode avaliar a segurança da estratégia e definir a duração do programa, além de adaptar o treino conforme a fase em que a pessoa se encontra. O acompanhamento deve ser feito em conjunto com um treinador para garantir que as necessidades individuais sejam atendidas.
Embora bulking e cutting possam ser eficazes em contextos específicos, elas não substituem uma dieta equilibrada e saudável. A base para uma boa saúde continua sendo a alimentação adequada, atividade física regular e sono de qualidade.