A vice-reitora da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), Fábia Buenos Aires, afirmou que o Campus Clóvis Moura, localizado na zona Sudeste de Teresina, permanecerá em funcionamento, oferecendo cursos, mesmo após a retirada de novas turmas das licenciaturas. A decisão, no entanto, gerou críticas entre professores e estudantes, que realizaram mobilizações para contestar a mudança.
Segundo a vice-reitora, a reorganização não implica no fechamento da unidade, mas sim em uma redistribuição dos cursos na universidade. “De maneira nenhuma há a possibilidade de fechamento. O campus continua com oferta regular de cursos e recebendo novos alunos em outras áreas”, declarou.
Reorganização dos cursos
Com a nova estrutura, as licenciaturas, como História, Geografia, Letras, Matemática e Pedagogia, receberão novos alunos apenas no campus Poeta Torquato Neto, na zona Norte da capital. O Clóvis Moura, por sua vez, concentrará graduações em áreas como Administração, Ciências Contábeis, Biblioteconomia e Turismo.
Justificativa da gestão
A gestão da Uespi justificou a decisão com base em um estudo técnico realizado ao longo de seis meses, que identificou baixa ocupação nas turmas de licenciatura no campus da zona Sudeste. “Identificamos turmas com cinco alunos e menos de 50% das vagas preenchidas. Isso nos preocupou em relação à sustentabilidade acadêmica desses cursos”, destacou Fábia Buenos Aires.
A vice-reitora também ressaltou que a reorganização foi aprovada pelos conselhos superiores da universidade e que não houve redução no número total de vagas. “Nós mantivemos a mesma quantidade de vagas. O que houve foi a redistribuição para melhorar o uso dos professores e da infraestrutura”, explicou.
Reações da comunidade acadêmica
Apesar das justificativas, a medida gerou reações dentro da comunidade acadêmica. Professores e estudantes realizaram uma aula pública em frente à administração da universidade no dia 25, expressando preocupações sobre a falta de diálogo no processo e possíveis prejuízos para alunos da região Sudeste. Entre as principais preocupações estão as dificuldades de deslocamento até o novo campus e a perda de uma oferta histórica de cursos de formação de professores no Clóvis Moura.
Garantias para alunos já matriculados
A vice-reitora assegurou que os estudantes já matriculados nos cursos de licenciatura no Clóvis Moura não serão prejudicados. “Todos os alunos que ingressaram para essa unidade irão concluir seus cursos lá, com garantia de continuidade”, afirmou.