Um grupo de investidores realizou protestos em Teresina nesta semana contra a empresa DF Group, acusando-a de ser responsável por um possível golpe financeiro. Os manifestantes exigem a devolução dos valores investidos, que foram prometidos com altos rendimentos.
Segundo o advogado José Leão, que representa os investidores, os primeiros pagamentos foram realizados, o que gerou confiança entre os clientes e incentivou novos aportes. Contudo, a empresa teria interrompido os repasses logo após, deixando os investidores sem respostas e motivando o protesto em frente à sede da DF Group.

“São pessoas que trabalharam a vida inteira para juntar recursos, compram essa proposta que, infelizmente, não é atendida. Eles vendem uma falsa promessa de retorno, de rentabilidade de 10% ao mês, as pessoas fazem esses aportes, nos dois primeiros meses eles depositam algo que, inclusive, é inferior a esse percentual ao rendimento, e depois simplesmente rompem a rentabilidade”, afirmou.
Posição da DF Group
Douglas Fonseca, proprietário da DF Group, refutou as acusações e afirmou que nunca garantiu um lucro fixo de 10% ao mês. Ele reconheceu, no entanto, que cerca de 26% dos valores aplicados ainda não foram devolvidos, mas garantiu que a restituição está ocorrendo de forma gradual.

“Eu fico muito triste pela forma como estão lidando com essa situação, sendo que a gente está atendendo, a gente está entregando justificativas plausíveis e comprovadas. O dinheiro não está perdido, está em operação. Em nenhum momento o dinheiro foi perdido da empresa. O contrato fala claro ‘0 a 10%’, ou seja, pode dar 0, é mercado”, disse.
Desdobramentos e investigação
Sem um acordo entre as partes, a situação permanece em impasse e pode ser levada à Justiça, já que a defesa dos investidores já protocolou uma ação judicial visando a reparação dos danos e a responsabilização criminal.
Polícia Civil investiga o caso
A Polícia Civil, em resposta à TV Clube, informou que o caso está sob investigação, mas não forneceu detalhes. O processo está sendo conduzido pela Delegacia de Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de Consumo (DECCORTEC), que atua em sigilo.
O espaço continua aberto para que investidores, representantes da empresa e autoridades se pronunciem sobre a situação.