PORTO ALEGRE, RS – O Ministério Público de Santa Catarina apresentou, nesta segunda-feira (8), uma denúncia contra Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, que se passou por uma criança de 12 anos em Joinville (SC). Ela é acusada de estelionato e falsa identidade.
estelionato: cenário e impactos
A Promotoria destaca que Amanda representa um risco social, pois pode voltar a aplicar golpes se passando por criança. Desde o dia 2 de junho, ela está detida, com a prisão em flagrante convertida para preventiva. O processo, no entanto, está suspenso até a realização de exames de sanidade mental, agendados para o dia 26 de junho, após solicitação do advogado Rafael Luiz Siewert.
“Até que o laudo pericial seja concluído e juntado aos autos, o processo permanecerá suspenso”, afirmou Siewert. A assessoria do Tribunal de Justiça de Santa Catarina confirmou que a denúncia foi encaminhada para a 1ª Vara Criminal de Joinville e aguarda o recebimento pelo juiz responsável.
Histórico de Golpes e Investigações
O inquérito da Polícia Civil, concluído no dia 5, embasou a denúncia. Durante a audiência de custódia, Amanda confessou ter aplicado golpes semelhantes em pelo menos seis estados. Desde 2018, ela é investigada por falsidade ideológica em cidades como Jundiaí (SP), Goiânia (GO), Florianópolis (SC) e Chapecó (SC).
Em 2023, Amanda já havia sido indiciada por um caso semelhante em Nova Iguaçu (RJ), onde foi presa após enganar duas mulheres durante quase um mês, apresentando-se como uma criança chamada Maria Eduarda. Ela foi liberada após um acordo de não persecução penal com o Ministério Público.
Modus Operandi
A versão apresentada por Amanda às famílias adotivas era consistente em ambos os casos. Ela afirmava ter entre 12 e 13 anos, ser autista e ter sofrido diversos tipos de maus-tratos, incluindo agressões físicas e abuso sexual, o que teria motivado sua fuga de um estado para outro. No Rio de Janeiro, dizia ser natural do Ceará, enquanto em Santa Catarina afirmava ser do Pará.
Durante o tempo em que viveu com as famílias, Amanda se passou por criança por um ano e dois meses. Nesse período, utilizou chupetas e mamadeiras, recebeu brinquedos, ganhou uma festa de aniversário de 12 anos e até tomou medicamentos para emagrecer.
Próximos Passos
O desenrolar do caso aguarda a conclusão dos exames de sanidade mental, que poderão influenciar o andamento do processo judicial. A sociedade acompanha atentamente os desdobramentos dessa situação, que levanta questões sobre segurança e proteção de crianças.
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Fonte: noticiasaominuto.com.br