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Janja responde a críticas de Malafaia e defende importância das mulheres evangélicas

Janja responde a críticas de Malafaia e defende a importância das mulheres evangélicas em evento do PT.
Janja responde a críticas de Malafaia e defende importância das mulheres evangélicas

A primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, respondeu nesta segunda-feira, 8, às críticas do pastor Silas Malafaia, que havia ridicularizado seus encontros com mulheres evangélicas, afirmando que elas não têm expressão no meio religioso. Durante o IV Encontro de Evangélicos e Evangélicas do PT, realizado na sede do partido, Janja chamou Malafaia de “insignificante”.

“Ele teve a cara de pau de ir numa rede social e disse que eu estava conversando com mulheres insignificantes. Insignificante é ele porque toda mulher para mim é importante”, declarou Janja, recebendo aplausos da plateia. Ela também afirmou que não considera Malafaia como pastor, concordando com uma militante que o criticou.

Encontros com evangélicas e a importância do voto feminino

Desde o ano passado, Janja tem participado de encontros com mulheres evangélicas, um grupo que representa quase um terço da população brasileira, segundo o Censo do IBGE de 2022, que aponta 26,9% de evangélicos, sendo 55,4% mulheres. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta dificuldades para conquistar votos desse segmento, especialmente entre o público feminino, enquanto Malafaia apoia a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto.

Estratégia do PT para se aproximar dos evangélicos

O PT tem intensificado esforços para se conectar com os evangélicos, embora Lula não tenha comparecido à Marcha para Jesus em São Paulo no dia 4 de outubro, justificando que não deseja explorar politicamente a fé. Para essa missão, o partido designou o ministro-chefe da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, que é evangélico. Flávio Bolsonaro, por sua vez, participou do evento e fez um discurso.

A importância de voltar às igrejas

Durante o evento, Janja ressaltou que, apesar de Lula ser católico e sentir falta de ir à missa, ele não quer transformar a igreja em palanque político. “Mas a gente não pode deixar de considerar que, se não usar da forma correta, eles usam”, alertou. Ela enfatizou a necessidade de o PT se reconectar com as igrejas e afirmou que as mulheres terão um papel decisivo nas próximas eleições.

Desafios e autocrítica do PT

Janja fez uma autocrítica ao reconhecer as dificuldades que as mulheres evangélicas enfrentam em relação ao “campo progressista”. “É muito difícil falar ‘esquerda e direita’. Se a gente continuar nisso, vamos ficar patinando igual a um carro encalhado na lama”, disse. O presidente do PT, Edinho Silva, também se alinhou a essa perspectiva, destacando a importância de construir uma nova estratégia para se aproximar desse segmento religioso.

Edinho mencionou que termos que ressoam com os evangélicos estão sendo incorporados aos discursos do PT, como a referência a Maria Madalena, uma figura central no Evangelho. Ao encerrar sua participação, ele usou citações bíblicas e afirmou que, nas próximas eleições, os brasileiros terão que decidir entre o caminho das armas e o do Evangelho, onde todos têm “vida em abundância”.

Fonte: noticiasaominuto.com.br

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