O delegado-geral da Polícia Civil do Piauí, Luccy Keiko, abordou em entrevista à TV Clube nesta quarta-feira (3) a recente recomendação do Ministério Público do Piauí (MPPI). A orientação sugere que os policiais civis evitem a exposição de pessoas presas, a divulgação de conteúdos de investigação e o uso de símbolos policiais para promoção pessoal.
polícia: cenário e impactos
Segundo Luccy Keiko, a Polícia Civil recebeu a recomendação de forma tranquila, destacando que a função do MPPI é fiscalizar as ações das instituições. “Recebemos essa recomendação com muita tranquilidade. O papel do MP é esse mesmo, verificar onde pode estar havendo algum excesso. Nós já temos ato normativo disciplinando essas condutas e vamos verificar com o MP o que ainda está faltando”, afirmou.
O delegado também destacou que a divulgação das atividades policiais é uma forma de prestação de contas à sociedade. “Posso tratar com eles pessoalmente. Nossa relação institucional é muito boa. De forma que a gente garanta o estrito cumprimento da lei, para não incidir em nenhum abuso de autoridade, mas também que haja o que for necessário para que a população saiba do que a polícia está fazendo no enfrentamento ao crime”, acrescentou Luccy Keiko.
Entre as principais sugestões do MPPI estão a proibição da divulgação de imagens ou vídeos de pessoas detidas, algemadas ou em situações de vulnerabilidade. Além disso, a recomendação veda a divulgação de informações sigilosas ou que possam comprometer investigações em andamento.
A orientação também estabelece que símbolos institucionais, como fardas, viaturas e distintivos, não devem ser utilizados para fins pessoais, comerciais, de entretenimento ou em conteúdos humorísticos. Outra restrição importante é que os policiais não devem obter ganhos financeiros diretos ou indiretos com conteúdos relacionados à sua função.
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