O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) celebrou, nesta quinta-feira (28), a aprovação na Câmara dos Deputados da proposta que visa a redução da jornada de trabalho, eliminando a escala 6×1, que exige seis dias de trabalho seguidos com apenas um dia de descanso. O texto agora segue para o Senado.
Avanços na jornada de trabalho
Lula destacou que a proposta aprovada permite que os trabalhadores tenham uma jornada de cinco dias, com oito horas diárias, totalizando 40 horas semanais. Durante a recepção da presidente do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, o presidente afirmou que essa mudança representa uma conquista significativa para a sociedade brasileira.
Proposta de Flávio Bolsonaro
Em contrapartida, Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência pelo PL, assinou uma proposta alternativa que visa a flexibilização da jornada de trabalho. A proposta, conhecida como PEC 12 de 2026, permite que os empregadores contratem trabalhadores por hora, fora do regime da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).
Justificativa da nova proposta
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio, argumenta que a flexibilidade permitirá que os trabalhadores ajustem suas jornadas às suas necessidades pessoais, promovendo um equilíbrio entre vida profissional e pessoal. A proposta já conta com o apoio de 40 senadores, superando os 27 votos necessários para sua tramitação.
Críticas e preocupações
Flávio Bolsonaro criticou a proposta de Lula, considerando-a inoportuna e eleitoreira. Ele defendeu que a remuneração por hora trabalhada traz liberdade e oportunidades, permitindo que quem deseja trabalhar mais tenha essa opção. Marinho, por sua vez, chamou a proposta do governo de “estelionato eleitoral”, alegando que a redução da jornada pode resultar em salários mais baixos e aumento nos preços dos produtos.
Próximos passos no Congresso
A aprovação da PEC que extingue a escala 6×1 ocorreu com um expressivo apoio na Câmara, com 472 votos a favor e apenas 22 contra. A oposição, embora tenha se manifestado contrária, teme desagradar ao eleitorado. O senador Izalci Lucas (PL-DF) afirmou que o grupo trabalhará para aprovar a proposta de Marinho, ressaltando que a escolha da jornada deve ser do trabalhador, não do governo.
Com as discussões em andamento, o futuro da jornada de trabalho no Brasil promete ser um tema central nas próximas eleições.
Fonte: noticiasaominuto.com.br