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Peixes-boi do Piauí ganham rastreamento GPS para conservação

Peixes-boi do Piauí serão monitorados com GPS para reforçar a conservação da espécie ameaçada de extinção.
Peixes-boi do Piauí ganham rastreamento GPS para conservação

Os peixes-boi marinhos do litoral do Piauí serão monitorados por tecnologia de rastreamento via GPS a partir de junho. A iniciativa visa aumentar o conhecimento sobre a espécie, que está ameaçada de extinção, e reforçar as estratégias de conservação em uma das regiões mais importantes para sua reprodução no Brasil, onde a população é estimada em cerca de 75 indivíduos.

A ação será coordenada pelo Projeto FaunaMar, desenvolvido pela Comissão Ilha Ativa, que atua em municípios do Piauí, Ceará e Maranhão, em parceria com outras instituições dedicadas à preservação ambiental.

Monitoramento inovador e objetivos do projeto

Segundo Liliane Souza, coordenadora de pesquisa e presidente da entidade, a expectativa é que, inicialmente, dois peixes-boi recebam os dispositivos de monitoramento, que serão instalados em forma de cintos presos à cauda dos animais. Essa tecnologia permitirá acompanhar deslocamentos e entender melhor aspectos do comportamento da espécie, como áreas de alimentação, rotas percorridas, hábitos reprodutivos e períodos de maior atividade.

Uma abordagem inédita no Brasil

Essa iniciativa é considerada inédita no país, pois, pela primeira vez, o monitoramento será realizado em peixes-boi nativos capturados diretamente em seu habitat natural. Até então, esse tipo de acompanhamento era feito apenas com animais resgatados, reabilitados e, posteriormente, devolvidos à natureza.

Importância ecológica e dinâmica populacional

Além de contribuir para estudos comportamentais, o projeto deve fornecer dados importantes sobre a dinâmica populacional da espécie. Os peixes-boi do litoral piauiense desempenham um papel estratégico na conexão entre as populações do Ceará e do Maranhão.

Preparativos e logística da operação

O trabalho de monitoramento já ocorre desde 2014, por meio de expedições embarcadas, onde equipes utilizam equipamentos como sonar de varredura lateral para identificar a presença dos animais em áreas previamente mapeadas com apoio de pescadores locais. Após a colocação dos rastreadores, os dados serão transmitidos por satélite para um sistema digital acessado pelos pesquisadores em tempo real.

A captura dos animais exigirá uma operação complexa, envolvendo cerca de 36 profissionais, entre pescadores, biólogos e veterinários especializados. Além da instalação do equipamento, os peixes-boi passarão por exames clínicos, incluindo coleta de sangue e material biológico, antes de serem devolvidos ao mar.

Para garantir a segurança do procedimento, toda a equipe participará de um treinamento prático antes da operação. A logística contará com embarcações adaptadas e equipamentos especiais para o manejo dos animais, que podem pesar até 700 quilos.

Fonte: portalclubenews.com

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