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Geração Z se distancia da esquerda e se aproxima da direita no Brasil

A Geração Z no Brasil se identifica cada vez mais com a direita, mudando o cenário político.
Geração Z se distancia da esquerda e se aproxima da direita no Brasil

A Geração Z, composta por jovens nascidos entre 1997 e 2012, está mudando o cenário político brasileiro ao se identificar majoritariamente com a direita. Este fenômeno ocorre em um contexto onde a influência da política tradicional, especialmente do lulismo, começa a perder força entre os jovens eleitores.

O impacto do lulismo na Geração Z

Durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva, o apoio dos jovens foi crucial para suas vitórias. Em 2002, Lula contava com 43% das intenções de voto entre jovens de 16 a 20 anos, número que se manteve estável ao longo de sua trajetória política. No entanto, o cenário atual é diferente, com a Geração Z começando a exercer sua influência nas urnas.

Mudanças nas preferências políticas

Pesquisas recentes revelam que a Geração Z se distanciou da esquerda. Um levantamento da AtlasIntel de 2025 indicou que 52% dos jovens se identificam como de centro-direita ou direita. Esse movimento é impulsionado por fatores como a crescente presença de jovens evangélicos e a influência das redes sociais, que têm promovido uma visão mais conservadora entre os jovens.

Desafios para Lula e a ascensão da direita

Atualmente, Lula enfrenta um novo desafio eleitoral, concorrendo contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ). De acordo com uma pesquisa da Genial/Quaest de abril de 2026, Flávio Bolsonaro aparece à frente de Lula entre os jovens de 16 a 34 anos, com 46% de apoio, em comparação a 38% do ex-presidente. Essa mudança reflete uma tendência crescente de desaprovação ao governo Lula, com 73% dos jovens de 16 a 24 anos expressando insatisfação.

Estratégias de aproximação com a Geração Z

Os partidos políticos estão se adaptando para conquistar a Geração Z. Lula tenta se aproximar de lideranças mais jovens e investe em campanhas nas redes sociais, com um recorde de R$ 130 milhões em 2025. Por outro lado, os conservadores, como Flávio Bolsonaro, utilizam uma linguagem digital que ressoa com os jovens, especialmente entre os evangélicos.

O futuro eleitoral e a mobilização jovem

Com as eleições se aproximando, a mobilização da Geração Z se torna crucial. Flávio Bolsonaro incentivou os jovens a regularizarem sua situação eleitoral, destacando a importância do voto para moldar o futuro do Brasil. No entanto, dados do Tribunal Superior Eleitoral mostram que os índices de alistamento entre adolescentes de 16 e 17 anos ainda são baixos, especialmente em estados como São Paulo e Rio de Janeiro.

A Geração Z, portanto, se apresenta como um novo ator no cenário político brasileiro, com potencial para influenciar os rumos das próximas eleições. A capacidade de mobilização e a definição de suas preferências políticas serão determinantes para o futuro do país.

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