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Piauí registra 22 defensores de direitos humanos protegidos em 2025

Piauí protege 22 defensores de direitos humanos em 2025, segundo o Programa de Proteção do Ministério dos Direitos Humanos.
Piauí registra 22 defensores de direitos humanos protegidos em 2025

O Piauí registrou, em 2025, a inclusão de 22 pessoas em medidas de proteção devido à sua atuação na defesa dos direitos humanos, do meio ambiente e de comunidades tradicionais. Os dados são parte do balanço do Programa de Proteção a Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH), coordenado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

piauí: cenário e impactos

As equipes federais do programa foram responsáveis por acompanhar as situações de risco enfrentadas por essas lideranças, que se inserem em contextos de conflitos fundiários e disputas territoriais, uma realidade comum em outros estados do Nordeste.

Contexto nacional e regional

No Brasil, o PPDDH acompanhou 1.524 pessoas em situação de risco em 2025. Aproximadamente 75% desses casos envolvem lideranças que lutam pelo direito à terra, por povos e comunidades tradicionais e pela proteção do meio ambiente. A região Nordeste registrou 421 casos, ficando atrás apenas da região Norte.

Funcionamento do programa de proteção

O programa realiza uma análise técnica de risco por meio de equipes multidisciplinares, que elaboram um Plano de Proteção individualizado, adaptado à realidade de cada pessoa ou grupo ameaçado. As ações incluem:

  • rondas eventuais;
  • escoltas pontuais para deslocamentos;
  • fornecimento de equipamentos de segurança e comunicação;
  • apoio psicossocial e psicológico;
  • assistência jurídica.

A escolta policial permanente é aplicada apenas em situações de risco extremo, atualmente concedida a sete pessoas em todo o país.

De acordo com Igo Martini, coordenador-geral do programa, muitas ameaças estão ligadas a conflitos estruturais. “Grande parte dos casos envolve disputas por terra, conflitos socioambientais e pressões sobre territórios indígenas e quilombolas”, explicou.

Quem pode solicitar proteção

Podem solicitar inclusão no PPDDH:

  • a própria pessoa ameaçada;
  • organizações da sociedade civil;
  • movimentos sociais;
  • órgãos públicos;
  • integrantes do sistema de justiça;
  • pessoas que tenham conhecimento da situação de risco.

Os pedidos podem ser feitos de forma eletrônica ou presencial, junto aos órgãos gestores do programa, e devem conter informações básicas como identificação da pessoa, local de atuação, descrição da ameaça e contatos.

Perfil dos beneficiados

Do total de pessoas acompanhadas em 2025:

  • 58,5% são indígenas;
  • 29,5% quilombolas;
  • 10,5% extrativistas;
  • o restante inclui pescadores, comunidades tradicionais e defensores ambientais.

Quase 40% das pessoas protegidas são mulheres.

Estrutura e cooperação do programa

A política de proteção opera por meio da cooperação entre União, estados e equipes regionais, com articulação junto a forças de segurança, defensorias públicas e ministérios públicos. No Piauí, o atendimento é realizado por equipes federais, já que não há um programa estadual próprio.

Em 2025, o programa passou por mudanças normativas para ampliar sua efetividade, consolidando-se como um dos principais instrumentos de proteção a defensores de direitos humanos no país.

Fonte: portalclubenews.com

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