O deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP) fez duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que o governo atual atende apenas aqueles que o visitavam durante seu tempo na prisão. A declaração ocorreu após a derrubada do veto ao Projeto de Lei da Dosimetria pelo Congresso Nacional, na última quinta-feira, 30 de abril de 2026.
política: cenário e impactos
Críticas ao governo Lula
Em entrevista à BandNews, Paulinho da Força destacou que a falta de diálogo com o Congresso foi um dos principais fatores para a derrota do governo na votação. Ele afirmou que Lula está governando apenas para um grupo restrito, mencionando os dias em que o petista esteve preso em Curitiba por corrupção. “O Lula está governando só para quem o visitava na cadeia, nem para o PT”, disse.
Rejeição de Jorge Messias
Paulinho criticou a insistência de Lula em manter Jorge Messias como advogado-geral da União, mesmo após alertas sobre a rejeição do nome no Senado. Ele ressaltou que a falta de escuta do presidente em relação às preocupações do Legislativo contribuiu para a rejeição de Messias, que obteve apenas 34 votos favoráveis contra 42 contrários na votação do Senado.
Expectativas e descontentamento
O deputado afirmou que a rejeição de Messias já era esperada, destacando a importância de ouvir diferentes vozes dentro do governo e do Congresso. Segundo ele, a incapacidade de perceber o cenário político reflete uma liderança fraca. “Se o governo não tem ninguém com capacidade de perceber isso, a responsabilidade é do próprio governo”, afirmou.
Modelo de gestão em questão
Questionado sobre o futuro do governo Lula, Paulinho da Força expressou que o modelo de gestão atual não atende mais às necessidades da população. Ele criticou o que chamou de “discurso vazio” e a falta de um governo que enfrente os problemas reais do Brasil. “O povo brasileiro cansou desse modelo”, concluiu.
Com a derrubada do veto ao PL da Dosimetria, o texto agora segue para promulgação, após uma votação expressiva na Câmara, onde 318 deputados se manifestaram a favor da derrubada, enquanto 144 votaram a favor do veto e cinco se abstiveram. No Senado, o resultado foi de 24 votos a favor e 49 contra.
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