No último dia 1º, os ex-ministros Marina Silva e Fernando Haddad expressaram sua indignação em relação à derrubada do veto do presidente Lula ao PL da Dosimetria, que prevê a redução de penas para aqueles envolvidos em ataques à democracia. Durante um ato do VAT (Vida Além do Trabalho) na praça Roosevelt, em São Paulo, Marina afirmou: “Aqueles que atacaram a nossa democracia, que temem a nossa soberania, querem diminuir a pena com um discurso falso, hipócrita”.
golpismo: cenário e impactos
Críticas ao PL da Dosimetria
Marina, que deixou o cargo de ministra para concorrer nas eleições, defendeu que as penas para os golpistas não deveriam ser reduzidas, mas sim aumentadas. “A pena para eles não deveria ser menor, deveria ser maior”, enfatizou. Haddad, que também se prepara para uma candidatura ao Governo de São Paulo, complementou que a aprovação do projeto é resultado de um acordo que favorece a impunidade.
Detalhes da votação no Congresso
A proposta, aprovada em 30 de março, teve o relator Paulinho da Força (Solidariedade-SP) como uma das figuras centrais. Na Câmara dos Deputados, 318 parlamentares votaram pela derrubada do veto, enquanto 144 se opuseram. No Senado, a votação foi de 49 a 24, sem abstenções. O PL da Dosimetria altera as regras de penas para crimes relacionados a golpes de Estado, permitindo reduções significativas.
Reações e implicações políticas
Durante o ato, Haddad afirmou que a derrubada do veto representa uma derrota no combate à corrupção e que há uma intenção por trás da votação que visa proteger figuras envolvidas em escândalos recentes. A ex-ministra Simone Tebet também se manifestou, evocando Darcy Ribeiro e expressando seu descontentamento com a situação.
Críticas à classe política
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) classificou a decisão como uma “anistia disfarçada”, afirmando que protege uma classe política corrupta e fragiliza a democracia. Hilton ressaltou que a aprovação do PL da Dosimetria é uma tentativa de desmantelar instituições e preparar o terreno para um regime autoritário.
A derrubada do veto marca a segunda derrota do governo Lula em menos de 24 horas, após o Senado ter rejeitado a indicação de Jorge Messias para o STF. Marina, ao comentar sobre essa derrota, declarou que quem realmente perdeu foi o Brasil, e não o presidente.
O debate sobre a dosimetria das penas continua a gerar controvérsias e mobilizações no cenário político brasileiro, refletindo a polarização e os desafios enfrentados pela democracia no país.
Fonte: noticiasaominuto.com.br