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EUA buscam coalizão internacional para reabrir estreito de Hormuz

EUA tentam formar coalizão internacional para reabrir o estreito de Hormuz, crucial para o petróleo mundial.
EUA buscam coalizão internacional para reabrir estreito de Hormuz

Os Estados Unidos estão em busca de formar uma coalizão internacional com o objetivo de reabrir o estreito de Hormuz, uma das principais rotas de energia do mundo. A iniciativa surge após o aumento dos preços do petróleo e o risco de interrupções no fornecimento global, conforme um documento do Departamento de Estado obtido pela Reuters.

Impacto do fechamento do estreito

O estreito de Hormuz está fechado há dois meses, bloqueando a passagem de um quinto do petróleo comercializado globalmente. Desde o início do conflito com o Irã, em 28 de fevereiro, o preço do petróleo Brent dobrou, pressionando a inflação e elevando os custos dos combustíveis em diversos países.

Planos de ação dos EUA

O presidente Donald Trump deve receber um relatório sobre novos ataques contra o Irã, visando pressionar o regime a adotar uma postura mais flexível nas negociações. O Comando Central dos EUA elaborou um plano que inclui uma série de ataques direcionados, possivelmente a alvos de infraestrutura.

Entre as propostas está a possibilidade de as forças americanas assumirem o controle de parte do estreito para garantir a passagem de navios comerciais, o que poderia envolver tropas terrestres. Além disso, o Departamento de Estado sugere a criação da coalizão chamada Construção da Liberdade Marítima, focada em assegurar a navegação na região e estabelecer uma nova arquitetura de segurança marítima.

Reações internacionais e desafios

Países como França e Reino Unido já discutiram a possibilidade de participar da coalizão, mas condicionaram sua atuação ao fim das hostilidades. O governo americano enfrenta dificuldades, especialmente após críticas de aliados pela falta de apoio incisivo na guerra contra o Irã.

Os EUA planejam manter o bloqueio naval contra portos iranianos por vários meses, buscando pressionar a economia de Teerã. Em resposta, o regime iraniano alertou sobre uma possível “ação militar sem precedentes” caso o bloqueio continue.

Custo da guerra e tensões regionais

Os gastos militares dos EUA já somam US$ 25 bilhões, representando 13% do total destinado à Ucrânia desde fevereiro de 2022. O Irã, por sua vez, afirmou que qualquer ataque americano resultará em “ataques longos e dolorosos” contra posições dos EUA na região.

Enquanto isso, o Paquistão tenta mediar uma saída negociada para evitar uma nova escalada. O Irã propôs adiar discussões sobre seu programa nuclear até o fim do conflito, mas essa proposta foi rejeitada por Trump, que insiste em tratar do enriquecimento de urânio iraniano desde o início das negociações.

O impasse persiste, mesmo com um cessar-fogo em vigor desde 8 de abril. O Irã mantém o bloqueio do estreito em resposta a ações navais americanas que restringem suas exportações de petróleo.

Com as tensões em alta, o barril do Brent ultrapassou os US$ 112, atingindo o maior valor em três semanas. A situação continua a ser monitorada de perto, enquanto as partes envolvidas buscam uma solução para o conflito.

Fonte: noticiasaominuto.com.br

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