Um policial militar denunciado pela ex-namorada, uma jornalista, por cárcere privado e agressões, foi solto após audiência de custódia. O homem, preso no domingo (26), foi liberado com medidas cautelares, incluindo a suspensão do porte de arma de fogo.
policial: cenário e impactos
O incidente ocorreu em um apartamento na zona Leste de Teresina. A soltura foi confirmada pelo advogado da vítima, Smailly Carvalho, que expressou insatisfação com a decisão e anunciou a intenção de solicitar a instalação de tornozeleira eletrônica no policial.
“Recebemos as medidas cautelares definidas pelo juiz, mas não estamos satisfeitos. Vamos pedir que ele use tornozeleira e que a posse de arma seja suspensa enquanto estiver sob essas medidas”, afirmou a defesa.
A Polícia Militar do Piauí (PM-PI) também se manifestou sobre a soltura e informou que uma sindicância foi aberta para investigar possíveis irregularidades no regulamento disciplinar da corporação.
A denúncia foi feita após a vítima enviar mensagens em um grupo de WhatsApp de jornalistas. Segundo a nota divulgada pela PM, equipes foram acionadas imediatamente, prestaram atendimento à vítima e a encaminharam à Casa da Mulher Brasileira, onde recebeu assistência especializada e garantiu as medidas de proteção previstas em lei.
Entenda o caso
A jornalista relatou ter sido agredida fisicamente, ameaçada e mantida em cárcere privado dentro da residência que compartilhava com o policial militar. O episódio se estendeu por várias horas e terminou com a chegada da polícia, após pedidos de socorro feitos pela vítima na noite do dia 26.
Segundo familiares, o casal se conhecia desde 2022 e morava junto. A mulher revelou que já havia enfrentado agressões verbais e psicológicas, mas nunca havia denunciado por medo.
No dia do ocorrido, após preparar o café, a vítima foi surpreendida por uma crise de violência do agressor, que a impediu de sair do apartamento, pois a porta estava trancada.
As agressões físicas se sucederam por horas, incluindo estrangulamento, arremessos contra móveis e tentativas de abuso sexual, que estão sendo investigadas pelas autoridades. O agressor estava armado durante parte do episódio, ameaçando a própria vida e a da vítima.
A jornalista conseguiu pedir ajuda a familiares e colegas, inclusive em grupos de jornalistas, e acionou o número de emergência 190. Ela permaneceu trancada até a chegada da polícia, quando o agressor abriu a porta. A vítima foi retirada do local, enquanto o homem conversava com a equipe policial.
Um boletim de ocorrência foi registrado na Casa da Mulher Brasileira, onde a vítima recebeu apoio. O Portal ClubeNews tentou contato com o suspeito, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.
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Fonte: portalclubenews.com