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Alessandro Vieira apoia Jorge Messias para o STF em meio a polêmica

política - Alessandro Vieira apoia Jorge Messias para o STF em meio a polêmica e rejeição da indicação pelo Senado.
Alessandro Vieira apoia Jorge Messias para o STF em meio a polêmica
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Na ordem do dia, PEC 8/2021, que "altera a Constituição Federal para dispor sobre os pedidos de vista, declaração de inconstitucionalidade e concessão de medidas cautelares nos tribunais". Em pronunciamento, à bancada, senador Alessandro Vieira (PSDB-SE). Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Durante a sessão da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, realizada na quarta-feira, 29, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) declarou seu apoio ao advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração veio em um momento de tensão, já que Vieira havia anteriormente sugerido o indiciamento de ministros da Suprema Corte no relatório final da CPI do Crime Organizado.

política: cenário e impactos

Reação ao apoio de Vieira

O apoio de Vieira a Messias foi recebido com aplausos por parte dos presentes. “Antecipo, de forma clara e aberta, o voto favorável à indicação de Vossa Excelência pelo preenchimento completo dos requisitos constitucionais”, afirmou o senador. No entanto, sua posição gerou controvérsia, especialmente considerando que ele já havia criticado publicamente membros do STF, como Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.

Críticas e solidariedade no Senado

Após a declaração de Vieira, diversos parlamentares se manifestaram em sua defesa. O presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), repudiou as críticas feitas por Gilmar Mendes, que insinuou que Vieira teria ligações com o crime organizado. Randolfe Rodrigues (Rede-AP), líder do governo no Congresso, destacou que Vieira possui inviolabilidade parlamentar e não pode ser punido por suas atividades.

O caminho de Jorge Messias ao STF

Jorge Messias foi indicado ao STF pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em novembro do ano passado. Desde então, buscou apoio entre os senadores, mas sua indicação foi formalizada apenas em abril. Na votação em plenário, a nomeação de Messias foi rejeitada por 42 votos a 34, um resultado inédito desde 1894, quando a indicação de Candido Barata Ribeiro também foi barrada.

Contexto histórico da rejeição

A rejeição da indicação de Messias é um marco na história recente do Senado, já que desde 1894, todos os indicados ao STF haviam sido aprovados. A avaliação negativa da candidatura de Barata Ribeiro na época se baseou na falta de “notável saber jurídico”, um critério que continua relevante nos dias atuais.

A situação atual levanta questões sobre a relação entre o Senado e o STF, além de refletir um ambiente político polarizado, onde a confiança nas instituições é constantemente desafiada.

O desdobramento dessa situação e suas implicações para o futuro da composição do STF e a relação entre os poderes será acompanhado de perto.

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