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Surfistas competem nas ondas da pororoca no Pará

Surfistas competem nas ondas da pororoca em São Domingos do Capim, Pará, atraindo milhares de espectadores.
Surfistas competem nas ondas da pororoca no Pará

O final de semana foi de muita adrenalina em São Domingos do Capim, município localizado a 157 km de Belém, no Pará. A cidade, reconhecida como a capital do surfe na pororoca, recebeu um evento que atraiu surfistas de diversas partes do Brasil.

surfistas: cenário e impactos

Evento tradicional e Patrimônio Cultural

Realizado há 13 anos, o evento é reconhecido desde 2019 como Patrimônio Cultural e Imaterial do Pará. Neste ano, 119 atletas, com idades entre 18 e 40 anos, participaram da competição. Embora a maioria dos competidores seja da região, alguns vieram de fora em busca do prêmio de R$ 20 mil destinado aos cinco melhores colocados.

Desafios das ondas da pororoca

As baterias ocorreram entre os dias 17 e 19, incluindo um desafio noturno, e foram acompanhadas por mais de 30 mil pessoas. Ao contrário de outras localidades, onde o fenômeno acontece na junção do mar com o rio, em São Domingos as ondas se formam no encontro dos rios Capim e Guamá, a 180 km do oceano.

“As ondas da pororoca não são tão altas, chegando a dois metros, mas quebram paradigmas, pois não há salinidade na água, desmistificando a ideia de que são ondas do mar”, explica Noélio Sobrinho, presidente da Associação Brasileira de Surf na Pororoca.

Regras e critérios de desempate

As regras do evento são semelhantes às do surfe tradicional, mas com um critério de desempate específico: o tempo de onda surfado. Cada bateria pode durar de dez minutos a meia hora, dependendo da categoria.

Histórias de superação e conquistas

Entre os participantes, destaca-se Gilvandro de Almeida Souza Junior, conhecido como “Caçador de Poroca”, que realiza expedições de stand up paddle. Ele participou de todas as edições do evento e planeja uma ultramaratona para o próximo ano.

A melhor performance foi registrada na bateria noturna, onde Gilvan Batista Nascimento, professor de educação física, ficou mais de dois minutos em uma onda, conquistando o primeiro lugar. “O maior desafio foi a quantidade de surfistas na água, mas consegui superar e me tornar campeão”, afirma.

O evento reafirma a importância da pororoca como um atrativo turístico e cultural, além de promover o surfe em um cenário único no Brasil.

Para mais informações sobre eventos futuros, fique atento às notícias locais e não perca a oportunidade de conhecer essa prática esportiva fascinante.

Fonte: noticiasaominuto.com.br

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