O Piauí enfrenta um desafio significativo para as eleições de 2026, com um déficit de pelo menos 1.500 urnas eletrônicas. Essa situação levanta preocupações sobre possíveis atrasos na apuração dos votos, caso não sejam providenciados os equipamentos necessários.
eleições: cenário e impactos
Durante uma entrevista à TV Clube na quinta-feira (16), o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), José Wilson, destacou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não realizou uma licitação para a aquisição das urnas. Assim, a alternativa viável é o remanejamento de urnas de outras regiões do país para atender à demanda do estado.
“Nós vamos reiterar esse pedido ao TSE que proceda com a autorização para o remanejamento dessas urnas eletrônicas. Se nós não conseguirmos pelo menos 1.500 urnas, nós teremos que agregar diversas seções eleitorais e isso não será bom”, afirmou Wilson.
As eleições gerais estão agendadas para o dia 4 de outubro de 2026, quando os eleitores escolherão representantes para cargos importantes, incluindo deputados estadual e federal, dois senadores, governador e presidente da República.
Impactos da aglutinação de seções eleitorais
O presidente do TRE-PI alertou que a fusão de seções eleitorais pode complicar a contabilização dos votos. Normalmente, a votação encerra às 17h, horário de Brasília (DF), e a aglutinação pode resultar em um processo mais demorado.
“Nós vamos ter que distribuir senhas no momento do encerramento da eleição. Naturalmente, isso vai atrasar o início da apuração, que é o que ninguém quer”, enfatizou.
A situação exige atenção urgente das autoridades eleitorais, visto que a eficiência na apuração dos votos é crucial para a credibilidade do processo democrático.
O estado do Piauí aguarda uma resposta do TSE sobre o remanejamento das urnas, que poderá determinar o sucesso ou o fracasso na condução das eleições de 2026.
Fonte: portalclubenews.com