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Nova espécie de planta da Caatinga homenageia Niède Guidon

A Caatinga revela mais um de seus segredos com a descoberta de uma nova espécie de planta, batizada de *Machaerium guidone* em homenagem à renomada arqueóloga Niède Guidon. A pesquisadora, que dedicou sua vida ao patrimônio natural e cultural do Brasil, faleceu aos 92 anos, no dia 4 de junho de 2025. A identificação da […]

Redação

A Caatinga revela mais um de seus segredos com a descoberta de uma nova espécie de planta, batizada de *Machaerium guidone* em homenagem à renomada arqueóloga Niède Guidon. A pesquisadora, que dedicou sua vida ao patrimônio natural e cultural do Brasil, faleceu aos 92 anos, no dia 4 de junho de 2025.

A identificação da *Machaerium guidone* é fruto do trabalho dos pesquisadores Valner Matheus Milanezi Jordão, Daniela Sampaio e Fabiana Luíza Ranzato Filardi, vinculados à Universidade Estadual Paulista (Unesp) e ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro. A descoberta amplia o conhecimento sobre a biodiversidade da Caatinga.

Características da nova espécie

Classificada como uma leguminosa típica da Caatinga, a *Machaerium guidone* pode se desenvolver como trepadeira ou arbusto, exibindo flores brancas e frutos do tipo sâmara. Seu registro abrange estados como Piauí, Bahia, Ceará, Maranhão e Minas Gerais, ocorrendo em matas secas, áreas de “carrasco” e formações arbóreas da Caatinga, além de zonas de transição com o Cerrado. A espécie é endêmica do Brasil.

Esta nova espécie eleva para 14 o número de representantes do gênero na Caatinga, um bioma ainda considerado um dos menos estudados do país. A descoberta reforça a importância de expandir as pesquisas e evidencia as lacunas no conhecimento científico sobre a rica flora local.

A vida dedicada à Serra da Capivara

Niède Guidon foi uma figura central na arqueologia brasileira, dedicando mais de cinco décadas ao estudo da região do Parque Nacional da Serra da Capivara. Suas escavações e pesquisas revolucionaram a compreensão sobre o povoamento das Américas, com evidências que sugerem a presença humana no continente há mais de 100 mil anos, desafiando teorias tradicionais e colocando o Brasil no centro dos debates científicos internacionais.

A homenagem à arqueóloga, cujo legado continua a inspirar novas gerações de cientistas, sublinha a interconexão entre o respeito à história e a valorização da natureza.

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Fonte: https://portalclubenews.com

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