O ex-guarda civil municipal Francisco Fernando de Oliveira Castro optou pelo silêncio ao ser interrogado pela acusação durante a segunda sessão da audiência de instrução e julgamento, realizada nesta terça-feira (7) em Teresina. Ele é o principal acusado pelas mortes da comandante da Guarda Civil Municipal de Parnaíba, Penélope Brito, e do vereador Thiciano Ribeiro, em um caso de duplo homicídio que abala a região.
A decisão do réu de não responder aos questionamentos da acusação foi confirmada. Francisco Fernando se manifestou apenas às perguntas feitas pela própria defesa. Durante a sessão, também foram colhidos depoimentos de testemunhas de acusação e defesa. O processo agora avança para a fase de alegações finais, que antecede a sentença, sem data ou prazo definidos para conclusão.
Esta audiência havia sido remarcada após um adiamento anterior. Inicialmente, as sessões estavam previstas para março, mas foram reagendadas após a defesa do réu apresentar um atestado médico para a realização de uma cirurgia oftalmológica.
O crime
Penélope Brito e o vereador Thiciano Ribeiro, ambos residentes em Parnaíba, foram brutalmente assassinados a tiros no dia 27 de agosto de 2025, no Centro de Teresina. Imagens de vídeo registraram o momento dos disparos. Um taxista próximo ao local foi ferido por estilhaços do próprio carro, atingido por um disparo.
Francisco Castro, ex-marido de Penélope, foi preso na capital horas após o crime e autuado em flagrante. A polícia apreendeu sete armas e centenas de munições em seu poder também no dia 27 de agosto. A investigação concluiu que o guarda agiu com extrema violência e de forma premeditada, motivado pelo inconformismo com o fim do relacionamento e seu comportamento controlador e agressivo.
As vítimas
Thiciano Ribeiro da Cruz, de 41 anos, era o primeiro suplente do Partido Liberal (PL) em Parnaíba e assumiu o cargo de vereador no dia 12 de maio. Advogado, ele foi secretário de transportes do município. Penélope Miranda de Brito era a comandante da Guarda Civil Municipal de Parnaíba e atuou como secretária interina de Transporte, Trânsito e da Articulação com as Forças de Segurança. Ela deixou um filho de 5 anos, fruto da relação com o ex-marido.
Francisco Fernando de Oliveira Castro, de 38 anos, foi expulso da Guarda Civil Municipal de Parnaíba em janeiro de 2026, cinco meses após o crime. Ele segue preso, aguardando os próximos desdobramentos da Justiça.
O Altos News segue acompanhando o caso e trará atualizações sobre o desfecho.
Fonte: https://g1.globo.com