O diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos do Banco Central, Paulo Picchetti, fez uma forte defesa do Pix nesta segunda-feira, reagindo a recentes críticas do governo americano. Em evento na Fundação Getulio Vargas, no Rio de Janeiro, Picchetti afirmou a jornalistas que “Quem fala mal do Pix tem interesses que não são os da população brasileira”, enfatizando a importância da ferramenta para o cotidiano dos brasileiros e para a economia local.
A declaração do diretor surge após um relatório divulgado na semana passada pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA. O documento, parte das investigações comerciais do governo Trump, voltou a apontar o Pix como um sistema que prejudica as empresas de cartão de crédito americanas, reacendendo o debate sobre a inovação financeira no Brasil.
O tema também já havia sido abordado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, na quinta-feira, foi categórico ao declarar que “ninguém vai fazer a gente mudar o Pix”. A posição do governo brasileiro e do Banco Central reforça a solidez e a popularidade do sistema de pagamentos instantâneos, que se tornou um pilar nas transações financeiras de milhões de pessoas e negócios em cidades como Altos.
Ainda nesta segunda-feira, Picchetti comentou sobre o Drex, a moeda digital brasileira em desenvolvimento. O diretor apontou que a viabilização do Drex enfrenta uma “série de nós”, descrevendo o processo como não linear. Ele destacou a conciliação entre “confiabilidade e escalabilidade” como o maior desafio para a implementação bem-sucedida da nova moeda digital.
A defesa do Pix e a discussão sobre o futuro do Drex sublinham a dinâmica transformação do cenário financeiro nacional, com impactos diretos na forma como os cidadãos e comerciantes locais realizam suas operações. Fique atento às próximas atualizações sobre a economia e as inovações financeiras que moldam o nosso dia a dia.
Fonte: https://www.infomoney.com.br