A Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) passou por transformações significativas em sua composição após o encerramento da janela partidária, na noite de sexta-feira (3). O período, crucial para quem busca disputar as eleições de 2026, gerou um movimento intenso de filiações e desfiliações, remodelando a representatividade dos partidos no parlamento piauiense.
Dos 24 dos 30 deputados estaduais titulares que almejam a reeleição, sete optaram por trocar de legenda. Essa conjuntura levou à extinção das bancadas do Republicanos e do Solidariedade, que eram representadas, respectivamente, pelos deputados Gessivaldo Isaías e Evaldo Gomes. Ambos buscaram novas casas partidárias, alterando o equilíbrio de forças na Alepi.
Novos arranjos e retornos ao Legislativo
Após quatro anos de ausência, o PSD reassume seu espaço no Poder Legislativo piauiense, recebendo a filiação de três parlamentares de peso: Georgiano Neto e Simone Pereira, que antes integravam o MDB, e Marden Menezes, que estava sem partido após sua expulsão do Progressistas. A movimentação do MDB ocorreu após o fim da fusão cruzada entre as duas legendas, reorganizando o tabuleiro político.
O Progressistas, que antes figurava como a única sigla de oposição ao governador Rafael Fonteles (PT-PI), foi o partido que mais sentiu o impacto das mudanças. Dos sete parlamentares eleitos em 2022, quatro deixaram a legenda ao longo da legislatura, muitos após aderirem à base governista, em um processo de relações conturbadas.
Composição atual das bancadas
Apesar das flutuações, o PT se solidifica como a maior bancada, saltando de 12 para 14 deputados e representando cerca de 47% do Parlamento. O MDB conseguiu manter sua bancada com nove parlamentares. Já o PSD e o Progressistas, após as recentes movimentações, ficaram ambos com três deputados cada.
Em meio às trocas, a deputada Bárbara do Firmino decidiu permanecer sem partido, mesmo com a abertura da janela. Eleita pelo Progressistas em 2022, a parlamentar deixou a agremiação após aderir ao grupo governista do estado e já anunciou que não concorrerá à reeleição.
As mudanças recentes redefinem o cenário político da Alepi, com impactos diretos na governabilidade e nas articulações para os pleitos futuros. Os novos arranjos prometem influenciar os debates e as pautas da Casa nos próximos meses.
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Fonte: https://portalclubenews.com