PUBLICIDADE

Crise em Ormuz expõe vulnerabilidade: os gargalos marítimos mais vitais do mundo

A crise no Estreito de Ormuz reacendeu o alerta sobre a vulnerabilidade do comércio global e o risco de rupturas nas cadeias de suprimentos, cenário não visto desde a pandemia da Covid-19. Estreitos são gargalos marítimos cruciais: corredores de água que conectam oceanos, essenciais para o transporte de bens. Seu valor econômico e geopolítico é […]

Vista aérea da costa iraniana e da ilha de Qeshm, no estreito de Ormuz - 10/12/2023 (Foto: REUTE...

A crise no Estreito de Ormuz reacendeu o alerta sobre a vulnerabilidade do comércio global e o risco de rupturas nas cadeias de suprimentos, cenário não visto desde a pandemia da Covid-19. Estreitos são gargalos marítimos cruciais: corredores de água que conectam oceanos, essenciais para o transporte de bens. Seu valor econômico e geopolítico é imenso, superando as dimensões geográficas.

Estreito de Ormuz: O ponto de tensão atual

Entre Irã e Omã, este estreito liga o Golfo Pérsico ao Mar Arábico. É usado pelo Irã como ferramenta estratégica. Possui canais navegáveis de cerca de 3,7 km. Por ele, passam cerca de 20 milhões de barris de petróleo por dia. Antes da guerra, 138 navios cruzavam diariamente, transportando um quinto do petróleo e gás natural liquefeito global.

Bab al-Mandeb: Entrada para o Canal de Suez

Conhecido como “Portão das Lágrimas”, este estreito, entre Iêmen e Djibuti, conecta o Mar Vermelho ao Oceano Índico. É a entrada sul para o vital Canal de Suez, por onde transita cerca de 12% do petróleo global diário. A região é palco de ataques de rebeldes houthis. Interrupções forçam o caro e demorado contorno da África.

Canal de Suez: O atalho global

Inaugurado em 1869, o Canal de Suez é um atalho crucial, ligando o Mediterrâneo ao Mar Vermelho no Egito. Tem 225 metros de largura no ponto mais estreito. Seus 193 quilômetros de extensão movimentam 12% a 15% do comércio mundial e 30% do tráfego global de contêineres (mais de US$ 1 trilhão anualmente). Suas receitas anuais, acima de US$ 9 bilhões, são vitais para a economia egípcia.

Estreito de Malacca: A veia energética asiática

Rota marítima mais curta entre os oceanos Índico e Pacífico. Mais de 40% do comércio global passa por aqui, incluindo grande parte do petróleo da China e energia para Japão, Coreia do Sul e Taiwan. Com 2,8 km no ponto mais estreito, é estratégico para a segurança energética global, apelidado de “garganta da Rota da Seda marítima”.

Estreitos turcos: Conexão vital do Mar Negro

Os Estreitos do Bósforo e de Dardanelos, na Turquia, são a única ligação marítima entre o Mar Negro e o Mediterrâneo. Essenciais para a Europa Oriental, facilitam o trânsito de petróleo e gás natural. No ponto mais estreito, medem 700 metros. A Convenção de Montreux de 1936 formalizou o controle da Turquia sobre o tráfego naval.

A interdependência global dessas vias exige atenção constante. Qualquer interrupção pode reverberar globalmente, impactando preços e prazos. Manter a estabilidade e segurança nesses pontos de estrangulamento é um desafio internacional.

Para mais informações, siga o Altos News.

Fonte: https://www.infomoney.com.br

Leia mais

PUBLICIDADE