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Servidora encontrada desacordada na Delegacia-Geral é transferida e segue na UTI

A servidora encontrada desacordada e com sinais de sangramento dentro da Delegacia-Geral da Polícia Civil do Piauí, em Teresina, foi transferida para um hospital particular na tarde desta segunda-feira (23). Ela permanece internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com estado de saúde considerado grave, conforme confirmado pela advogada Nathália Freitas, que a representa. […]

G1

A servidora encontrada desacordada e com sinais de sangramento dentro da Delegacia-Geral da Polícia Civil do Piauí, em Teresina, foi transferida para um hospital particular na tarde desta segunda-feira (23). Ela permanece internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com estado de saúde considerado grave, conforme confirmado pela advogada Nathália Freitas, que a representa. A Polícia Civil do Piauí investiga o caso com a suspeita de estupro.

Em coletiva de imprensa realizada também nesta segunda (23), o delegado-geral Luccy Keiko informou que a mulher passou por diversos exames, incluindo toxicológicos, para verificar a possibilidade de ter sido dopada. Os resultados devem ser divulgados pelo Instituto Médico Legal (IML) nos próximos dias. “Ela ficou inconsciente. O que vimos de lesão visível externa foi uma luxação no punho, uma possível fratura no punho. Como ela sangrou muito, ela perdeu a consciência”, detalhou Luccy Keiko.

Ainda segundo o delegado, a família relata que a servidora apresenta um quadro de confusão mental e pede socorro ao acordar. Luccy Keiko ressaltou a importância de um tratamento cuidadoso para não revitimizá-la. “Quando recebermos os laudos do IML, vamos verificar realmente se pode ter ocorrido uma tentativa de feminicídio”, acrescentou.

Suspeito preso após investigações

Um prestador de serviço terceirizado foi preso preventivamente sob suspeita de envolvimento no crime contra a servidora. Luccy Keiko revelou que ouviu o terceirizado pessoalmente, e este apresentou duas versões conflitantes. No segundo depoimento, o suspeito admitiu o ato sexual, mas tentou culpar a vítima, alegando que a relação teria sido consensual.

O delegado-geral explicou que o suspeito foi contratado em 2018 e atuou anteriormente no IML. Há cerca de três meses, ele foi transferido para a nova sede da Delegacia Geral, onde trabalhava em setor diferente da vítima. O caso teria ocorrido durante o horário de almoço dos servidores, por volta das 13h. Uma colega de trabalho teria retornado ao local e visto o homem saindo de uma das salas, encontrando a vítima desacordada ao entrar.

Os celulares da vítima e do suspeito foram apreendidos pela Polícia Civil para análise de possíveis comunicações prévias. A demissão do prestador de serviço foi prontamente solicitada. A Polícia Civil também informou que o suspeito já havia sido investigado há cerca de 10 anos por um linchamento, onde um homem era suspeito de assalto.

Para acompanhar o caso, foram designadas as delegadas Nathalia Figueiredo, do Núcleo de Feminicídio do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP); Lucivania Vidal, da Casa da Mulher Brasileira; e Bruna Verena, diretora de Proteção à Mulher e aos Grupos Vulneráveis da PC-PI.

O Altos News seguirá acompanhando os desdobramentos deste importante caso.

Fonte: https://g1.globo.com

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