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EUA autorizam venda de petróleo russo já no mar até 11 de abril

Os Estados Unidos anunciaram, nesta quinta-feira, a permissão para a venda de petróleo russo que já se encontra no mar, ou seja, carregado em navios, com validade até 11 de abril. A decisão, informada pelo Departamento do Tesouro, é uma resposta direta à escalada dos preços da energia, acentuada após os ataques dos EUA de […]

Bomba de petróleo e torre de perfuração ao sul de Midland, Texas, EUA - 11/06/2025 (Foto: REUT...

Os Estados Unidos anunciaram, nesta quinta-feira, a permissão para a venda de petróleo russo que já se encontra no mar, ou seja, carregado em navios, com validade até 11 de abril. A decisão, informada pelo Departamento do Tesouro, é uma resposta direta à escalada dos preços da energia, acentuada após os ataques dos EUA de Israel contra o Irã. No dia de hoje, o barril do tipo Brent, uma referência global, fechou em US$ 100, registrando a maior alta desde 2022 e intensificando os temores de inflação que já pesam sobre as expectativas de cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed).

A medida visa explicitamente aliviar a pressão imediata sobre os preços globais do petróleo. Scott Bessent, Secretário do Tesouro, detalhou em suas redes sociais que a autorização foi projetada como uma “medida de curto prazo e específica”. Bessent foi claro ao afirmar que a permissão “se aplica apenas ao petróleo já em trânsito e não proporcionará benefícios financeiros significativos ao governo russo”, reforçando o caráter temporário e focado da decisão.

Esta representa a segunda vez que o governo americano emite uma autorização para que compradores possam receber petróleo russo já no mar. A permissão atual abrange especificamente o petróleo carregado em navios antes de 12 de março. Ela expande uma isenção similar, com duração de um mês, que havia sido concedida à Índia na semana passada para cargas de petróleo bruto embarcadas antes de 5 de março. É um ponto crucial que a disposição ampliada não permite, sob nenhuma circunstância, que o Irã adquira o petróleo em questão.

A iniciativa reflete a complexa balança que os EUA buscam manter entre a aplicação de sanções e a estabilização de um mercado global de energia volátil. Enquanto os desdobramentos continuam a impactar economias ao redor do mundo, a comunidade internacional observa atentamente as próximas movimentações e as consequências dessas políticas para a estabilidade energética e geopolítica.

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Fonte: https://www.infomoney.com.br

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