O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, anunciou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) considera enviar ao Congresso Nacional, em regime de urgência, o projeto de lei que propõe o fim da escala 6×1. A medida visa alterar significativamente a jornada de trabalho no país e será adotada caso não haja consenso com a oposição para a tramitação da proposta, evidenciando a prioridade do governo na pauta trabalhista.
A discussão em torno da reformulação da jornada de trabalho ganhou projeção inicial com a apresentação da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) em 2024 e, ao longo de 2025, consolidou-se como um tema de força na base governista. Para o corrente ano de 2026, a expectativa do Governo Lula é conseguir a aprovação do texto ainda no primeiro semestre, marcando uma potencial mudança para milhões de trabalhadores.
Boulos explicou a manobra política por trás do regime de urgência, afirmando: “Se o Congresso, junto com o bolsonarismo e grandes entidades sociais não querem votar, o presidente Lula já disse que vai mandar esse projeto de lei com regime de urgência. Porque é obrigado a votar em 45 dias. Caso contrário, tranca a pauta e é essa a decisão do presidente Lula.” Essa estratégia visa acelerar a deliberação, impedindo que o projeto seja engavetado por falta de acordo entre as bancadas.
A proposta centraliza a redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, o que na prática estabeleceria cinco dias de trabalho e dois de folga para os trabalhadores. Um dos pilares e pontos mais defendidos pelo governo é a garantia de que, mesmo com a diminuição da carga horária, os salários dos trabalhadores não sofrerão qualquer tipo de alteração, buscando assegurar o poder de compra e a qualidade de vida.
O ministro reiterou o forte empenho do presidente Lula na aprovação da medida. “O presidente Lula já decidiu comprar essa briga até o final. Nós vamos lutar para que seja aprovada neste primeiro semestre. Não é bandeira de campanha, é bandeira para ser aprovada. É o fim da escala 6×1, com a redução da jornada de trabalho para 40 horas sem a redução do salário para os trabalhadores”, enfatizou Boulos, sublinhando que a pauta é uma prioridade imediata e não uma promessa futura.
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Fonte: https://portalclubenews.com