A colheita de soja no Brasil para a safra 2025/26 atingiu 39,66% da área total cultivada até a última sexta-feira, dia 28 de fevereiro. Este progresso notável não só supera em 2,38 pontos percentuais o ritmo registrado na mesma época do ano passado, mas também se destaca frente à média dos últimos cinco anos para este período, que era de 36,16%. O cenário reflete um desempenho robusto no campo, apesar dos desafios climáticos.
Um dos fatores por trás deste avanço inicial foi o ritmo mais acelerado no começo da colheita. No entanto, o setor tem enfrentado obstáculos significativos. Especialistas apontam que a redução na capacidade de trabalho nos últimos dias, causada pelo excesso de chuvas na região centro-norte do país, tem impactado a logística. Essas condições climáticas adversas não só paralisam as máquinas no campo, mas também criam gargalos severos no transporte da oleaginosa e interrompem os embarques nos portos.
A materialização desses gargalos foi particularmente visível na área de acesso ao porto de Miritituba, no Pará. Relatos indicam a formação de filas quilométricas de caminhões, que se estenderam ao longo das últimas semanas, evidenciando o atraso no escoamento da produção e os desafios impostos pela infraestrutura em períodos de alta demanda e clima adverso.
Analisando o desempenho por regiões, o Mato Grosso, principal produtor nacional, já concluiu a colheita de quase 80% de sua área de soja. No Paraná, mais da metade das lavouras já foi finalizada. Em contraste, estados como Goiás e Mato Grosso do Sul registram um progresso mais modesto, com pouco mais de 30% das áreas colhidas até o momento.
Quanto à produtividade, os resultados são variados. Embora o potencial da safra seja avaliado na faixa de 176-177 milhões de toneladas, especialistas alertam para riscos elevados de recuo. Problemas no extremo Sul do país e rendimentos abaixo do esperado no Centro-Oeste podem levar a revisões futuras. Outras projeções de mercado corroboram com essa visão, apontando para volumes próximos de 177,72 milhões de toneladas para a safra do maior produtor e exportador global. Apesar de algumas reduções nas estimativas iniciais – causadas por tempo quente e seco no Rio Grande do Sul anteriormente –, a expectativa ainda é de uma produção recorde, com um aumento de 3,4% em relação ao ciclo anterior.
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Fonte: https://www.infomoney.com.br