O Hospital Areolino de Abreu, na Zona Norte de Teresina, é palco de uma investigação chocante após Pedro Araújo da Silva, de 29 anos, ser encontrado morto dentro da unidade, vítima de sufocamento e com o corpo queimado. A diretoria do hospital informou que o paciente, internado há cerca de um mês, estava com alta prevista para nesta quinta-feira (26).
O delegado Genival Vilela, do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pelo caso, revelou que funcionários da unidade informaram que Pedro já havia recebido alta médica ainda na quarta-feira (26) e que sua mãe o buscaria nesta quinta. Dois suspeitos, de 20 e 24 anos, também internados no hospital, estão isolados na unidade.
Segundo Vilela, o jovem de 24 anos é o principal suspeito, enquanto a participação do rapaz de 20 anos ainda está sendo apurada. A suspeita inicial do hospital é de um desentendimento entre vítima e suspeitos. O coordenador do DHPP, delegado Francisco Costa, o Barêtta, acrescentou que o crime ocorreu por volta das 2h em uma sala. Um funcionário, ao perceber fumaça, se deparou com o corpo.
A investigação está em fase inicial, e a perícia coletará material genético no local. Barêtta destacou que será analisada a condição médica do suspeito, pois um incapaz pode receber apenas uma medida de segurança. O motivo da internação dos envolvidos no hospital psiquiátrico também será investigado.
O Hospital Areolino de Abreu é a única unidade psiquiátrica pública de Teresina. Em 2015, um caso semelhante marcou a instituição, quando outro paciente foi encontrado morto com um lenço amarrado ao pescoço, levando à autuação do companheiro de quarto por homicídio qualificado. A Secretaria de Justiça do Piauí (Sejus) esclareceu que, ao contrário do que pode parecer, nem a vítima nem os suspeitos são pacientes vindos do sistema penitenciário.
A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi), administradora do Areolino, informou que apura o caso com “devida responsabilidade e rigor” e colabora com as investigações, reforçando o compromisso com a transparência. A Sejus, por sua vez, reiterou que pacientes com transtorno mental em conflito com a lei são encaminhados à unidade apenas por determinação judicial e, conforme o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), devem ser regulados para a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) no SUS.
O DHPP segue com as investigações para total esclarecimento dos fatos. Acompanhe o Altos News para mais informações sobre este e outros casos de repercussão local.
Fonte: https://g1.globo.com