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Teresina terá 1ª Caminhada de Conscientização da Endometriose em 14 de março

A capital piauiense se prepara para sediar um evento de grande relevância para a saúde feminina. No dia 14 de março, Teresina (PI) será palco da 1ª Caminhada Piauiense de Conscientização da Endometriose, uma mobilização aberta ao público com o objetivo central de ampliar a informação sobre a doença, conferir visibilidade ao tema e, crucialmente, […]

Lays Viana

A capital piauiense se prepara para sediar um evento de grande relevância para a saúde feminina. No dia 14 de março, Teresina (PI) será palco da 1ª Caminhada Piauiense de Conscientização da Endometriose, uma mobilização aberta ao público com o objetivo central de ampliar a informação sobre a doença, conferir visibilidade ao tema e, crucialmente, incentivar o diagnóstico precoce. A iniciativa é promovida pelo Núcleo de Endometriose do Piauí (EndoPI), que atua na educação em saúde e na defesa de políticas públicas voltadas ao cuidado das pacientes.

A endometriose é uma condição que atinge uma parcela significativa da população feminina, afetando cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva. Caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio fora do útero, a doença pode ter seus primeiros sinais ainda na adolescência. Contudo, seu diagnóstico é frequentemente tardio, com uma média de atraso entre 7 e 10 anos. Os sintomas são diversos e debilitantes, incluindo dor pélvica crônica, cólicas menstruais intensas, dificuldade para engravidar (infertilidade) e sérios impactos emocionais e na qualidade de vida das pacientes.

Percurso pela capital e o combate à desinformação

Para dar visibilidade à causa, a concentração da caminhada está marcada para as 16h, na Avenida Raul Lopes, um dos principais corredores da cidade, em frente ao Edifício Euro Business. De lá, os participantes seguirão em um percurso simbólico até a Ponte Estaiada, um cartão-postal de Teresina. A coordenação do EndoPI enfatiza que a caminhada tem caráter educativo e representativo, visando desmistificar uma condição ainda cercada por desinformação e estigmas, além de oferecer à população acesso a conteúdos embasados em evidências científicas.

O ginecologista Marizon Armstrong, especialista em endometriose e coordenador da mobilização, sublinha a importância da iniciativa. “A endometriose é uma doença crônica, frequente e ainda subdiagnosticada. Informação é uma forma de cuidado e também de combate ao preconceito”, declarou o médico, destacando como o conhecimento pode aliviar o sofrimento de mulheres que enfrentam anos de sintomas sem um diagnóstico preciso.

A expectativa da organização é reunir um público engajado, com a participação de 100 a 200 pessoas, incluindo mulheres com a doença, seus familiares, profissionais de saúde e membros da sociedade civil. O evento se configura como uma oportunidade vital para a comunidade de Teresina e do Piauí de se unir em prol da conscientização, do apoio mútuo e da defesa de um diagnóstico mais rápido e eficaz para a endometriose.

Fonte: https://portalclubenews.com

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