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Exportação de Pescados do Brasil Projeta US$ 600 Milhões Após Alívio Tarifário nos EUA

A indústria pesqueira brasileira respira com mais otimismo. A Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca) projeta que as exportações brasileiras de pescados podem atingir a marca de US$ 600 milhões no mercado global. A expectativa surge após a Suprema Corte dos Estados Unidos suspender as tarifas sobre a Lei de Poderes Econômicos de Emergência […]

Ricardo Moraes / Reuters

A indústria pesqueira brasileira respira com mais otimismo. A Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca) projeta que as exportações brasileiras de pescados podem atingir a marca de US$ 600 milhões no mercado global. A expectativa surge após a Suprema Corte dos Estados Unidos suspender as tarifas sobre a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), abrindo caminho para o país voltar a competir no importante mercado norte-americano, mesmo com a possibilidade de uma taxação em torno de 15%.

A entidade antecipa que a normalização parcial das condições comerciais permitirá a retomada do crescimento já ao longo de 2026. Com isso, estima-se a recuperação de mais de 5 mil postos de trabalho e a recomposição da capacidade produtiva do setor. Entre os produtos que devem impulsionar essa retomada, a tilápia se destaca como o principal pescado embarcado com destino aos EUA.

Impacto das Tarifas Anteriores e Otimismo Cauteloso

O cenário anterior era de grandes desafios. Eduardo Lobo, presidente da Abipesca, relembrou o forte impacto causado pelas tarifas de até 50% impostas pelo governo Donald Trump em 2025. Essas medidas resultaram na perda de contratos internacionais, redução drástica da produção, retração da atividade na piscicultura e diminuição de postos de trabalho em toda a cadeia produtiva nacional.

A partir de sexta-feira, 20, com a decisão da Suprema Corte dos EUA, a Abipesca enxerga um ciclo mais positivo para a indústria nacional. Apesar do otimismo, a entidade mantém a prudência diante das incertezas inerentes ao comércio internacional. Lobo reforça: “É um ano que começa de forma promissora para o setor, mas sempre com responsabilidade, cautela e perspectiva e objetivo de taxa zero.”

O presidente da associação também fez questão de ressaltar o esforço conjunto dos ministérios da Agricultura e da Pesca na abertura de novos mercados. Segundo ele, “sem esse esforço e a abertura de novos mercados, o prejuízo teria sido ainda maior”, sublinhando a importância da articulação governamental para a resiliência do setor.

Acompanhe o Altos News para mais atualizações sobre o impacto dessa decisão no cenário econômico local e nacional.

Fonte: https://www.infomoney.com.br

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