O Tesouro Nacional arrecadou US$ 4,5 bilhões nesta segunda-feira, 9 de fevereiro, em sua primeira emissão de títulos públicos no mercado internacional deste ano. A bem-sucedida operação, que incluiu papéis com vencimentos em 2036 e 2056, reforça a confiança do mercado na economia brasileira e é um passo crucial na estratégia de financiamento do país.
A captação total se desdobrou em duas frentes: US$ 3,5 bilhões foram destinados à emissão de novos títulos com prazo de 10 anos, com vencimento em 2036. Paralelamente, a reabertura de um lote de títulos de 30 anos, conhecido como Global 2056, adicionou US$ 1 bilhão à arrecadação. As taxas de retorno para os investidores ficaram em 6,40% ao ano para a emissão de 10 anos e 7,30% ao ano para o Global 2056.
Em nota divulgada pela manhã, o Tesouro explicou que o principal objetivo desta operação é dar continuidade à estratégia de ampliar a liquidez da curva de juros soberana em dólar no mercado externo. Isso cria uma referência importante para o setor privado e permite antecipar o financiamento de vencimentos futuros em moeda estrangeira, contribuindo para a estabilidade econômica. Os bancos HSBC, JP Morgan, Santander e Sumitomo lideraram a operação.
Esta emissão ocorre após a última captação internacional do Tesouro em novembro, que totalizou US$ 2,25 bilhões em papéis com vencimento em 2033 e reabertura de oferta para 2035. Em janeiro, o Tesouro já havia anunciado planos ambiciosos, prevendo uma atuação mais frequente nos mercados internacionais, com a possibilidade de incluir emissões em euros e iuanes. O governo projeta que a participação de títulos cambiais no estoque da dívida pública alcance 7% no longo prazo, um salto significativo em relação aos 3,8% registrados ao final de 2025.
A capacidade do Brasil de atrair investimentos internacionais em larga escala demonstra a percepção de solidez e as perspectivas para o futuro financeiro do país. O mercado e a população local devem seguir atentos aos próximos passos do Tesouro Nacional e aos desdobramentos dessa estratégia no cenário econômico.
Fonte: https://www.infomoney.com.br