O cenário econômico bilateral entre Brasil e Estados Unidos mostra sinais de alerta. As exportações de produtos brasileiros para o mercado norte-americano registraram uma significativa queda de 25,5% em janeiro de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esta é a sexta redução consecutiva nas vendas, um reflexo das tensões comerciais que se intensificaram nos últimos meses.
Os dados revelam que o Brasil exportou um total de US$ 2,40 bilhões em janeiro de 2026, valor bem abaixo dos US$ 3,22 bilhões alcançados em janeiro de 2025. No fluxo inverso, as importações de produtos dos EUA também diminuíram, em 10,9%, totalizando US$ 3,07 bilhões no mês passado, frente aos US$ 3,44 bilhões registrados em janeiro de 2025. O resultado dessa dinâmica é um déficit preocupante de US$ 670 milhões na balança comercial com este importante parceiro comercial.
Impacto das sobretaxas persistentes
A principal razão por trás dessa retração contínua é a imposição da sobretaxa de 50% aplicada pelo governo Donald Trump aos produtos brasileiros, medida que entrou em vigor em meados de 2025. Essa política tarifária tem impactado diretamente diversos setores da indústria nacional, dificultando a competitividade no mercado norte-americano.
Embora alguns produtos brasileiros tenham sido retirados das tarifas no fim do ano passado, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) ainda calcula que 22% das exportações do Brasil continuam sujeitas às taxas estabelecidas em julho. Nesse grupo, estão incluídos tanto os produtos que arcam com a alíquota extra de 40% quanto aqueles que pagam os 40% adicionais somados à taxa-base de 10%.
A persistência dessas barreiras comerciais mantém um desafio significativo para as empresas brasileiras que buscam expandir ou manter sua presença nos Estados Unidos. A queda sucessiva nas exportações aponta para a necessidade de reavaliação de estratégias e negociações para mitigar os efeitos dessa política tarifária no comércio bilateral.
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Fonte: https://www.infomoney.com.br