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Inflação na zona do euro desacelera e fica abaixo das expectativas em janeiro

A inflação na zona do euro registrou uma significativa desaceleração em janeiro, atingindo 1,7% na taxa anual ao consumidor (CPI). Os dados preliminares, divulgados pela Eurostat, agência de estatísticas da União Europeia, nesta quarta-feira, 4, surpreenderam o mercado ao se mostrarem abaixo das projeções. Este resultado aponta para um cenário de alívio nos preços, embora […]

Sede da Comissão Europeia, em Bruxelas, na Bélgica 08/11/2023 REUTERS/Yves Herman

A inflação na zona do euro registrou uma significativa desaceleração em janeiro, atingindo 1,7% na taxa anual ao consumidor (CPI). Os dados preliminares, divulgados pela Eurostat, agência de estatísticas da União Europeia, nesta quarta-feira, 4, surpreenderam o mercado ao se mostrarem abaixo das projeções. Este resultado aponta para um cenário de alívio nos preços, embora as pressões inflacionárias ainda sejam monitoradas de perto pelas autoridades monetárias do bloco.

A expectativa de analistas consultados pela FactSet era de 1,8%, o que faz do índice atual um indicativo de que a pressão sobre o custo de vida foi menor que o previsto. Mais notável ainda é o fato de que a variação permanece abaixo da meta oficial de inflação do Banco Central Europeu (BCE), que é de 2%. Essa diferença pode influenciar as futuras decisões de política monetária da instituição, buscando equilibrar o crescimento econômico com a estabilidade de preços.

Desempenho mensal e o núcleo da inflação

No comparativo mensal, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) da zona do euro apresentou uma queda de 0,5%. Essa retração mensal alinha-se com as previsões dos analistas de mercado, sugerindo uma consistência nas tendências observadas para o período. A queda indica que, no curto prazo, os preços de bens e serviços na região recuaram, o que pode aliviar o bolso dos consumidores.

Um indicador crucial para a análise inflacionária é o núcleo do CPI, que exclui os preços mais voláteis de energia e alimentos, fornecendo uma visão mais clara da inflação subjacente. Em janeiro, este índice registrou um acréscimo anual de 2,2%, ligeiramente abaixo da leitura de 2,3% observada em dezembro. A leve desaceleração do núcleo reforça a percepção de uma moderação mais ampla nas pressões de preços na economia da zona do euro.

Mudanças metodológicas no cálculo do índice

A Eurostat também comunicou importantes alterações metodológicas no Índice Harmonizado de Preços ao Consumidor (IHPC), que entraram em vigor a partir de 4 de fevereiro de 2026. O índice agora é compilado conforme a nova Classificação Europeia de Consumo Individual por Finalidade, versão 2, que está alinhada à classificação COICOP 2018 da ONU. Entre as mudanças, destaca-se a inclusão dos jogos de azar no IHPC, categorizados como parte dos serviços de recreação, dentro da seção “Recreação, esporte e cultura”.

Além disso, o período de referência do índice também foi atualizado, segundo informou a agência de estatísticas. Essas revisões buscam aprimorar a precisão e a comparabilidade dos dados inflacionários entre os países da União Europeia, garantindo que o índice reflita de maneira mais fiel os hábitos de consumo e as tendências econômicas contemporâneas. Tais ajustes são fundamentais para que o BCE e os governos possam tomar decisões mais assertivas com base em informações atualizadas.

Para acompanhar todas as atualizações sobre a economia europeia e os indicadores que afetam seu cotidiano, continue lendo o Altos News.

Fonte: https://www.infomoney.com.br

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