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Lula avança com indicações para o Banco Central apesar de resistências

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encaminha para confirmar os nomes dos economistas Guilherme Mello e Tiago Cavalcanti para diretorias do Banco Central. As indicações, propostas pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, representam um passo significativo na composição da cúpula da autoridade monetária, aguardando ainda aprovação do Senado. A movimentação ocorre em Brasília, […]

Lula e Haddad participam de cerimônia no Palácio do Planalto 28/07/2025 REUTERS/Adriano Machado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encaminha para confirmar os nomes dos economistas Guilherme Mello e Tiago Cavalcanti para diretorias do Banco Central. As indicações, propostas pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, representam um passo significativo na composição da cúpula da autoridade monetária, aguardando ainda aprovação do Senado. A movimentação ocorre em Brasília, conforme apurado em 3 Fev.

Guilherme Mello, atual secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, é cotado para a Diretoria de Política Econômica do BC. Já Tiago Cavalcanti, professor da Fundação Getulio Vargas e da Universidade de Cambridge (Reino Unido), assumiria a Diretoria de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução.

Apesar de ainda não haver data para o anúncio oficial, o próprio ministro Haddad confirmou as indicações em entrevista à TV BandNews nesta terça-feira. A revelação veio à tona após o nome de Mello vazar na imprensa e gerar críticas do mercado financeiro. Haddad mencionou ter apresentado os nomes a Lula há três meses e que deve deixar o cargo no final de fevereiro, conforme já havia anunciado.

Repercussão no mercado e no Banco Central

A inclinação à esquerda de Mello e sua ligação com o Partido dos Trabalhadores (PT) causaram apreensão no mercado. Taxas de juros de longo prazo registraram alta na segunda-feira, refletindo esse cenário. Professor da Unicamp e filiado ao PT, Mello trabalhou no plano econômico de Lula para as eleições de 2022 e é visto como um ‘independente’ dentro da legenda, próximo a Haddad e com a simpatia de Lula.

Contudo, Mello também enfrenta resistência interna no próprio Banco Central. Fontes próximas afirmam que o nome não foi previamente acordado com a autoridade monetária. Para a Diretoria de Política Econômica, é desejável que os ocupantes tenham experiência de mercado, como em instituições financeiras, e não apenas comprovado conhecimento acadêmico. Por outro lado, há quem defenda Mello como ‘correto, competente e sério’, sempre uma voz ponderada no ministério e sem propostas heterodoxas.

Tiago Cavalcanti, por sua vez, tem um histórico de envolvimento político, mas fora do PT, tendo participado das campanhas presidenciais de Eduardo Campos e Marina Silva em 2014.

Lula mantém posição firme

Fontes indicam que os movimentos do mercado são esperados e servem como forma de pressão ou aviso. No entanto, o presidente Lula, conhecido por ser avesso a ser guiado por tais oscilações, não deve ser influenciado pelo mau humor dos operadores financeiros e deve seguir com suas escolhas para o Banco Central.

Acompanhe o Altos News para mais informações sobre os desdobramentos dessas importantes indicações para a política econômica do país.

Fonte: https://www.infomoney.com.br

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