O Ministério Público do Estado do Piauí emitiu um alerta nesta terça-feira (3) sobre o avanço de golpes virtuais, com destaque para a fraude do ‘falso advogado’. Considerado o crime mais recorrente no estado nos últimos cinco meses, essa modalidade já causou prejuízos significativos, incluindo uma única vítima que perdeu mais de R$ 268 mil. O alerta visa proteger a população piauiense dessas táticas criminosas cada vez mais sofisticadas.
Como os Golpistas Agem
Os criminosos utilizam o WhatsApp para se passar por advogados ou representantes de escritórios jurídicos. Eles abordam as vítimas com a falsa notícia de que ganharam uma causa ou têm direito a um benefício, solicitando em seguida pagamentos de taxas. A fraude se aprofunda quando pedem para a pessoa baixar aplicativos ou acessar diretamente o app do banco, momento em que dados sensíveis são capturados e o golpe é concretizado. Em janeiro, o prejuízo médio para as vítimas desse tipo de golpe foi de cerca de R$ 11 mil.
Ameaça dos Sites Falsos e o Papel da IA
Além do golpe do falso advogado, os sites fraudulentos representam outra grande ameaça virtual. Esses portais simulam plataformas de concursos públicos, lojas online, planos de saúde e até mesmo órgãos governamentais, enganando usuários desavisados. Com a crescente sofisticação dos recursos de inteligência artificial, essas fraudes tornam-se cada vez mais convincentes e difíceis de detectar. O cenário é preocupante: em 2025, o Piauí registrou 73 casos dessa categoria, evidenciando a urgência na prevenção.
Orientações do MPPI para Prevenção
Para se proteger do golpe do falso advogado, o Ministério Público do Piauí orienta a população a desconfiar de mensagens no WhatsApp que informem ganho de causa ou liberação de valores sem prévio contato. Nunca realize pagamentos, baixe aplicativos ou acesse seu banco a pedido de contatos não verificados. Assuntos jurídicos devem ser tratados pessoalmente com seu advogado de confiança.
Contra sites falsos, verifique sempre o endereço completo (URL), buscando por variações sutis. Antes de qualquer pagamento via boleto, PIX ou transferência, confirme os dados do beneficiário (nome e CNPJ). Anúncios em redes sociais e buscadores também devem ser vistos com cautela, pois podem direcionar para páginas fraudulentas.
O MPPI reforça que as vítimas devem registrar um Boletim de Ocorrência imediatamente e procurar o próprio Ministério Público ou a Defensoria Pública para obter suporte e orientações sobre os próximos passos.
Mantenha-se informado e proteja-se contra as armadilhas virtuais que afetam a segurança financeira e digital da comunidade piauiense.
Fonte: https://g1.globo.com