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Incerteza econômica aumenta em janeiro com Venezuela e tensões globais, diz FGV

A incerteza econômica no Brasil atingiu um patamar significativo em janeiro, com o Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) da Fundação Getulio Vargas (FGV) registrando alta de 12,6 pontos e alcançando 117,1 pontos. Este é o maior nível do indicador desde abril de 2025, refletindo um cenário global de tensões geopolíticas e geoeconômicas intensificadas. Segundo […]

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A incerteza econômica no Brasil atingiu um patamar significativo em janeiro, com o Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) da Fundação Getulio Vargas (FGV) registrando alta de 12,6 pontos e alcançando 117,1 pontos. Este é o maior nível do indicador desde abril de 2025, refletindo um cenário global de tensões geopolíticas e geoeconômicas intensificadas.

Segundo Anna Carolina Gouveia, economista do FGV Ibre, a escalada de eventos internacionais foi decisiva para este aumento. A análise aponta uma forte relação com a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela, a intensificação de políticas tarifárias unilaterais americanas e o agravamento das tensões com líderes europeus devido a declarações sobre possíveis reivindicações relacionadas à Groenlândia. Esses fatores combinaram-se para ampliar a instabilidade global ao final do mês, exercendo uma influência notável.

O impacto desses eventos se refletiu diretamente no componente de Mídia do IIE-Br, que teve um salto de 14,7 pontos, atingindo 122,5 pontos – o maior patamar desde novembro de 2021. Tal elevação contribuiu com quase a totalidade do resultado agregado do indicador, somando 12,8 pontos. Em menor escala, as crises associadas ao Banco Master também influenciaram o aumento da incerteza fiscal no país.

Em contraste, o componente de Expectativas do indicador, que mede a dispersão nas previsões de especialistas, recuou 0,8 ponto em janeiro, fixando-se em 88,4 pontos. Esta é a quinta queda consecutiva desse componente, sinalizando uma diminuição da incerteza em relação às projeções para variáveis econômicas no horizonte de 12 meses.

Apesar dessa melhora nas expectativas, a previsão é que o nível geral de incerteza se mantenha elevado nos próximos meses, conforme Gouveia. A evolução das tensões internacionais e a proximidade das eleições presidenciais brasileiras são fatores-chave que deverão continuar moldando o cenário econômico do país.

Para mais informações sobre o cenário econômico local e global, continue acompanhando o Altos News.

Fonte: https://www.infomoney.com.br

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