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Menino de 10 anos de Esperantina viraliza montando cavalos e cabritos

Wytallo José, um menino de 10 anos da zona rural de Esperantina, no Norte do Piauí, está conquistando as redes sociais com vídeos que mostram sua paixão pela lida com animais. Conhecido como “Wytallo Vaqueirinho”, o jovem aparece montando cavalos e, surpreendentemente, cabritos, exibindo uma familiaridade com o campo que vem desde cedo. Sua relação […]

G1

Wytallo José, um menino de 10 anos da zona rural de Esperantina, no Norte do Piauí, está conquistando as redes sociais com vídeos que mostram sua paixão pela lida com animais. Conhecido como “Wytallo Vaqueirinho”, o jovem aparece montando cavalos e, surpreendentemente, cabritos, exibindo uma familiaridade com o campo que vem desde cedo. Sua relação com os equinos começou aos dois anos, inspirada no pai, Adailton José, agricultor de 31 anos.

A ideia de montar cabritos surgiu após Wytallo assistir a conteúdos de adultos com bois, adaptando a prática para sua segurança. “Aqui é só piçarra e eu podia me machucar. Aí mudei a ideia para as ovelhas, porque elas são mais pequenas e não é perigoso”, explicou. Morando em uma região onde a criação de ovelhas, bezerros, vacas e éguas é rotineira, o menino tem contato direto com os animais, o que alimenta seu entusiasmo pela atividade, que é uma tradição familiar passada de geração em geração.

Wytallo expressa a alegria em seguir os passos de seus antepassados: “É bom demais, eu me divirto. Meu pai aprendeu com meu avô, e meu avô com meu bisavô”, revelou o pequeno vaqueirinho.

Alerta de especialista sobre a prática

Apesar do cenário de diversão e tradição, a prática de montar animais como cabritos levanta preocupações entre os especialistas. A veterinária Noely Martins alerta que esses animais não são indicados para monta, o que pode gerar riscos tanto para a criança quanto para eles. Uma monta inadequada, segundo a profissional, aumenta a possibilidade de quedas e traumas para a criança devido a reações inesperadas do animal.

Para os animais, as consequências podem ser sérias. Noely Martins aponta para lesões na pele, escoriações e até traumas na coluna e medula, decorrentes do peso indevido. A estrutura física de um cabrito, por exemplo, não é adaptada para suportar carga humana, mesmo que de uma criança.

A veterinária ressalta ainda o fator estresse. “Mesmo que aparentemente o cabrito esteja bem, é um animal que pode sair assustado. Esse estresse pode baixar a imunidade e fazer com que ele desenvolva problemas de saúde”, concluiu, destacando a necessidade de considerar o bem-estar animal em todas as interações.

A história de Wytallo, o “Vaqueirinho” de Esperantina, joga luz sobre a inocência da infância no campo, mas também serve como um convite à reflexão sobre a segurança infantil e o manejo responsável dos animais em práticas que se tornam populares nas redes sociais.

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Fonte: https://g1.globo.com

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