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Presidente da Fifa: Copa do Mundo unirá o mundo em meio a tensões

Gianni Infantino, presidente da Fifa, declarou neste domingo que a Copa do Mundo deste ano terá o poder de unir o mundo. A afirmação surge em um cenário de elevada tensão geopolítica global, gerada em boa parte por movimentos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, país que será uma das sedes do evento em […]

Reuters

Gianni Infantino, presidente da Fifa, declarou neste domingo que a Copa do Mundo deste ano terá o poder de unir o mundo. A afirmação surge em um cenário de elevada tensão geopolítica global, gerada em boa parte por movimentos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, país que será uma das sedes do evento em meados do ano.

Os Estados Unidos sediarão o Mundial de futebol entre junho e julho, em conjunto com México e Canadá. Curiosamente, esses dois países vizinhos foram alvo de ameaças recentes por parte de Trump, o que intensifica o debate sobre a união global.

Durante um evento no Rio de Janeiro, que marcou o lançamento da logomarca da Copa do Mundo Feminina, prevista para o ano que vem no Brasil, Infantino evitou citar diretamente a escalada das tensões ou o nome de Trump. Contudo, ele enfatizou a necessidade de união global. “Vai ser um Mundial espetacular. O maior Mundial da história. Vamos unir o mundo. O mundo necessita de união, de alegria”, declarou o presidente.

Contexto das tensões geopolíticas

As declarações de Infantino ganham peso ao considerar as ações recentes do presidente norte-americano. Nas últimas semanas, Trump chegou a ameaçar o uso de força para anexar a Groenlândia, ilha pertencente à Dinamarca, membro da aliança militar ocidental Otan. Posteriormente, ele recuou sobre o uso da força, mas manteve a insistência no controle da ilha ártica pelos EUA.

Trump também já havia defendido abertamente a anexação do Canadá aos Estados Unidos e ameaçado realizar ações militares no México para combater cartéis de tráfico de drogas.

Além disso, as palavras do presidente da Fifa coincidem com protestos em diversas cidades norte-americanas, após um segundo incidente em que agentes da agência federal de imigração (ICE) mataram a tiros um cidadão dos EUA na cidade de Minneápolis.

Agenda no Brasil e otimismo

Infantino também esteve na orla de Copacabana, participando de iniciativas para promover a Copa Feminina de 2027, e tem programada uma ida a Brasília na segunda-feira para um possível encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O evento de lançamento da logo da Copa feminina contou com a presença de dirigentes, atletas e ex-jogadores, a maioria ligada ao futebol masculino, incluindo o técnico da seleção masculina, Carlo Ancelotti.

O ex-atacante Ronaldo, bicampeão mundial com a seleção masculina, expressou seu otimismo, afirmando não acreditar que as questões geopolíticas globais possam prejudicar o Mundial deste ano. “Acho que será um ambiente pacífico. Copa do Mundo as pessoas vão para celebrar e curtir, é uma experiência incrível”, pontuou.

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Fonte: https://www.infomoney.com.br

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