Dois funcionários foram formalmente indiciados pelo furto qualificado de pneus na empresa Cacique Pneus Indústria e Comércio, em Teresina. O crime resultou em um prejuízo estimado em R$ 12 mil para a companhia. A investigação teve início após a descoberta do desaparecimento de oito pneus do estoque, desencadeando um inquérito policial que revelou um esquema com abuso de confiança.
As apurações apontaram para a participação de funcionários e terceiros. Imagens de câmeras de segurança, fornecidas pela empresa, foram cruciais para o desvendamento. Elas mostram Daniel da Silva, um dos funcionários, colocando os oito pneus em uma caminhonete Nissan Frontier, no pátio da própria empresa.
Em interrogatório, Daniel confessou ter entregado os pneus a um homem que dirigia o veículo, afirmando que agiu sob ordem direta de seu superior, Irlan Victor Dias Leite, gestor do estoque de pneus remanufaturados. Daniel também revelou ter recebido R$ 200 via Pix pelo ato, apresentando o comprovante à polícia, e mencionou Nonato Danilo Silva Aquino como responsável pelo frete.
Irlan Victor, por sua vez, negou qualquer envolvimento no furto durante seu depoimento. Contudo, a evolução das diligências trouxe elementos que fortaleceram a linha investigativa sobre sua participação. O proprietário da caminhonete utilizada no transporte dos pneus declarou ter apenas emprestado o veículo a Nonato Danilo Silva Aquino, sem indícios de participação no crime.
Nonato Danilo inicialmente alegou ter sido contratado para um frete, recebendo uma ligação de um suposto funcionário da empresa e entregando os pneus a um desconhecido. No entanto, em nova oitiva, realizada em 13 de janeiro de 2026, Nonato apresentou mensagens e áudios de WhatsApp, que, segundo ele, comprovariam sua versão. As conversas, contudo, revelaram um diálogo direto entre Nonato e Daniel da Silva, sugerindo que ambos agiram em conjunto para subtrair os itens da empresa.
O inquérito concluiu pela participação criminosa de Daniel e Nonato, com menções diretas a Irlan Victor Dias Leite como possível mentor e articulador. Embora Irlan não apareça diretamente nos diálogos, ele é citado como a pessoa que “resolveria qualquer problema” caso o furto fosse descoberto. Representantes da empresa confirmaram a voz de Daniel nos áudios e indicaram que as mensagens detalham a negociação e estratégias para ocultar o crime, utilizando o funcionário Daniel para a execução.
As investigações prosseguem para esclarecer todos os detalhes e possíveis novas ramificações deste caso que abala a confiança no ambiente corporativo de Teresina. O Altos News continuará acompanhando os desdobramentos.
Fonte: https://portalclubenews.com