A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, destacou nesta sexta-feira, 16, a revitalização da parceria estratégica entre Europa e Brasil, estabelecida há duas décadas. Durante um pronunciamento no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro, após encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a líder europeia apontou o avanço para a assinatura do acordo Mercosul-União Europeia como um marco fundamental. Ela celebrou, em particular, os progressos rumo a um acordo político crucial sobre matérias-primas críticas, incluindo terras raras, minerais essenciais para as transições digital e energética globais.
Von der Leyen afirmou que o acordo Mercosul-UE promete multiplicar “oportunidades como nunca antes”, garantindo acesso mútuo a mercados estratégicos, regras claras e previsíveis, e padrões comuns. Em suas palavras, o pacto transformará as cadeias de suprimento em “verdadeiras rodovias para investimentos”, prometendo um fluxo econômico sem precedentes para ambos os blocos.
Detalhando a parceria entre Europa e Brasil, a presidente da Comissão Europeia indicou avanços significativos para estruturar a cooperação em projetos conjuntos de investimento em lítio, níquel e terras raras. Estes minerais são considerados “fundamentais para nossas transições digital e limpa”. Von der Leyen assegurou que a Europa manterá os mais altos padrões de transparência e respeito ao meio ambiente, com o compromisso de que as comunidades locais sejam as principais beneficiárias do valor gerado, descrevendo-o como um “verdadeiro ganha-ganha”.
Contudo, o caminho para a plena implementação do acordo Mercosul-UE ainda pode enfrentar obstáculos. Embora tenha recebido apoio da maioria dos países do bloco sul-americano e esteja previsto para ser assinado no Paraguai, o tratado está sob escrutínio. O Parlamento Europeu, em paralelo, avalia o envio do texto à corte máxima da UE. Um grupo de deputados europeus manifestou o desejo de que o Tribunal da UE aprecie o pacto, o que poderá atrasar significativamente sua entrada em vigor. A decisão final do Parlamento está agendada para 21 de janeiro.
Acompanhe de perto os próximos capítulos deste acordo, que promete redefinir as relações comerciais e o acesso a recursos estratégicos para o desenvolvimento.
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