A Argentina continua a enfrentar um cenário econômico desafiador, com a inflação demonstrando persistência em seus indicadores. Segundo dados divulgados nesta terça-feira, 13, pelo Instituto Nacional de Estatística e Censo (Indec), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do país registrou um aumento de 2,8% em dezembro, na comparação com o mês de novembro. Essa elevação representa um novo golpe no poder de compra dos argentinos, que veem os custos de vida subindo constantemente.
A taxa de dezembro mostra uma ligeira aceleração frente aos 2,5% registrados em novembro, consolidando uma tendência de alta mensal que preocupa as autoridades e a população. Essa progressão indica que as medidas econômicas em vigor ainda não conseguiram frear o avanço dos preços de forma significativa, impactando o planejamento financeiro das famílias e empresas em todo o país.
No acumulado anual, a situação é ainda mais alarmante. A inflação argentina atingiu 31,5% em dezembro, um patamar que supera a variação de 31,4% observada em novembro. Este índice elevado coloca a Argentina entre as economias com uma das maiores taxas de inflação do mundo, refletindo a volatilidade e as pressões macroeconômicas que o país atravessa há anos.
Setores com maiores aumentos
A análise dos dados do Indec revela que alguns setores foram particularmente afetados pela escalada dos preços em dezembro. O segmento de Transporte liderou os aumentos, com uma alta de 4,0% no mês. Logo em seguida, a categoria de Habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis apresentou um crescimento de 3,4%, impactando diretamente os gastos essenciais das residências.
Esses aumentos em setores-chave como transporte e moradia exercem pressão adicional sobre o orçamento familiar, tornando o dia a dia mais caro e desafiador para milhões de argentinos. A persistência da inflação anual acima dos 30% sinaliza um cenário complexo para a recuperação econômica, exigindo atenção constante e estratégias eficazes para estabilizar os preços.
A expectativa agora recai sobre as próximas divulgações e as ações que o governo argentino poderá implementar para conter essa espiral inflacionária. A luta contra o aumento generalizado dos preços continua sendo uma prioridade, com reflexos diretos na vida de cada cidadão e no panorama econômico da região.
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Fonte: https://www.infomoney.com.br