Um caso chocante veio à tona em Teresina, onde uma mulher de 31 anos foi indiciada por ocultação de cadáver nesta segunda-feira (12). A acusação se refere ao descarte de uma recém-nascida em um saco de lixo, encontrado em uma área de mata no bairro Vale Quem Tem, Zona Leste da capital. As investigações revelaram detalhes perturbadores sobre o ocorrido, que gerou grande comoção na comunidade local.
Segundo apurações do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), a mulher teria ido trabalhar levando o corpo da criança em um saco de lixo, antes de abandoná-lo no local ermo. Este detalhe reforça a gravidade da situação e o empenho das autoridades em esclarecer os fatos.
A peça-chave para o indiciamento foi o laudo médico, que confirmou que a criança nasceu viva e que seu falecimento ocorreu em decorrência do próprio parto. A delegada Nathalia Figueredo, responsável pelo caso no DHPP, explicou a minúcia da investigação. ‘Já não era um feto, era uma criança que tinha condição de nascer’, destacou a delegada. Essa distinção é fundamental no âmbito jurídico, pois, se a criança nasce viva, mesmo que por pouco tempo, o tratamento legal difere da situação de um feto.
A equipe do DHPP trabalhou para elucidar todas as possibilidades, desde um aborto natural ou criminoso, caso o nascimento não tivesse ocorrido com vida, até as circunstâncias da morte. Com a confirmação de que a morte se deu em decorrência do parto natural, a hipótese de um crime contra a vida da recém-nascida foi afastada. No entanto, a ação de ocultar o corpo foi configurada como delito, levando ao indiciamento por ocultação de cadáver.
O caso continua sendo acompanhado de perto pelas autoridades, e a mulher deve responder judicialmente pela ocultação de cadáver. A comunidade de Teresina aguarda os desdobramentos deste caso, que expõe uma realidade dolorosa e levanta questões importantes sobre apoio e saúde pública.
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Fonte: https://g1.globo.com