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Abimaq vê acordo Mercosul-UE como risco à indústria de transformação

O aguardado acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, com assinatura prevista para o próximo sábado, tem gerado expectativas mistas e um alerta para a indústria brasileira. Para José Velloso, presidente executivo da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), a abertura de mercado aos concorrentes europeus representa um risco significativo […]

Indústria siderúrgica. (Foto: Karan Bhatia/ Unsplash)

O aguardado acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, com assinatura prevista para o próximo sábado, tem gerado expectativas mistas e um alerta para a indústria brasileira. Para José Velloso, presidente executivo da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), a abertura de mercado aos concorrentes europeus representa um risco significativo para a indústria de transformação do país, caso problemas estruturais de competitividade não sejam urgentemente atacados. A preocupação central é que, sem reformas adequadas, o Brasil perca terreno em um setor vital para a geração de empregos e valor agregado.

Velloso explica a dicotomia. Enquanto o pacto é visto como benéfico para o consumidor final, pela potencial queda nos preços dos produtos importados, e para o agronegócio, devido à sua já consolidada competitividade global, o cenário é desafiador para o setor de transformação. “Se, por um lado, é bom para o consumidor final, porque os produtos ficarão mais baratos, e para o agronegócio, porque o agro brasileiro tem uma competitividade melhor, esse acordo é um risco para a indústria de transformação”, afirma o executivo da Abimaq, destacando a vulnerabilidade desse segmento em um ambiente de maior concorrência e sem as devidas compensações.

Desafios Urgentes para a Competitividade Local

Para mitigar os riscos e transformar a abertura em oportunidade, Velloso aponta a necessidade de o Brasil enfrentar deficiências internas que encarecem a produção. Fatores como a elevada carga tributária, as altas taxas de juros e a burocracia que afeta o ambiente de negócios são obstáculos persistentes que impedem a indústria nacional de competir em pé de igualdade. A melhoria da situação macroeconômica é vista como fundamental para criar condições mais equitativas de competição para as empresas nacionais e, consequentemente, preservar e expandir a base industrial local.

Apenas com um cenário interno mais favorável, onde os custos de produção sejam mais controlados e o ambiente de investimento seja atrativo, os diversos setores da economia poderão, de fato, extrair o máximo do potencial do mercado europeu. “Aí, sim, todos os setores da economia poderão aproveitar melhor a oportunidade que se abre no grande mercado europeu”, conclui Velloso, sinalizando a urgência de reformas e políticas de incentivo.

A análise da Abimaq ressalta a importância de um planejamento estratégico robusto para proteger e desenvolver a indústria brasileira, especialmente nossas fábricas locais, diante dos acordos internacionais. O acompanhamento das discussões e das políticas de apoio ao setor será essencial para o futuro da nossa economia. Mantenha-se informado sobre este e outros temas relevantes para a comunidade nos Altos News.

Fonte: https://www.infomoney.com.br

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